Saúde

Estudo identifica possíveis fatores que causam Covid-19 grave em crianças

Casos graves de Covid-19 são menos comuns em crianças
Pixabay

A forma como as proteínas do sistema imunológico e a coagulação do sangue reagem ao vírus pode ser um dos fatores que causam a forma grave da Covid-19 em crianças, segundo um estudo publicado na segunda-feira (2) na revista científica Nature Communications.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Melbourne e do Instituto de Pesquisa Infantil de Murdoch (MCRI, na sigla em inglês), na Austrália. Os pesquisadores analisaram 20 amostras de crianças saudáveis e 33 de crianças infectadas com o Sars-CoV-2 que desenvolveram quadros graves com síndrome inflamatória multissistêmica ou síndrome do desconforto respiratório agudo.

Após as análises, os cientistas identificaram 85 proteínas que estavam relacionadas a síndrome inflamatória multissistêmica e 52 com a síndrome do desconforto respiratório agudo, quadros que levaram 1,7% das crianças a ser hospitalizadas em uma UTI (unidade de terapia intensiva).

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Além disso, crianças infectadas pelo coronavírus que desenvolveram a síndrome inflamatória multissistêmica também apresentaram sintomas semelhantes aos da síndrome do choque tóxico, como febre, dor abdominal, vômito, erupção cutânea e conjuntivite, e aos da doença de Kawasaki, condição que causa inflamação em vasos sanguíneos. Nesses casos, o diagnóstico de Covid-19 foi dificultado, o que também impacta a eficácia do tratamento destinado às crianças.

Nesse sentido, Vera Ignjatovic, professora do MCRI, enfatizou que os resultados do estudo podem ajudar no desenvolvimento de testes capazes de diagnosticar o risco de gravidade da Covid-19 em crianças, além de contribuir para melhorar as opções de tratamento para a faixa etária pediátrica.

“Conhecer os mecanismos associados a Covid-19 grave em crianças e a maneira como a coagulação do sangue e o sistema imunológico delas reagem ao vírus ajudará a diagnosticar e detectar casos agudos e nos permitirá desenvolver um tratamento direcionado”, disse Vera. 

Fonte: Saúde R7

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