Saúde

Vacina intranasal de Cuba apresenta bons resultados em estudo

A Mambisa é uma das 11 candidatas a vacina administradas via nasal em todo o mundo
Pixabay

A candidata a vacina cubana Mambisa, a primeira intranasal desenvolvida por Cuba contra a Covid-19, tem obtido bons resultados nos estudos clínicos, informou a imprensa oficial nesta quinta-feira.

Segundo Guillén Nieto, diretor de Pesquisas Biomédicas do estatal Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB), a Mambisa quadruplicou os anticorpos contra o coronavírus Sars-CoV-2 em mais de 70% dos voluntários no estudo.

Os resultados preliminares “mostram que pelo menos 80% dos voluntários atingiram os níveis de resposta imunológica esperados”, escreveu o jornal oficial “Granma”. 

O estudo consistiu em aplicar a Mambisa em quase metade dos 1.041 voluntários como dose de reforço (os demais voluntários receberam a vacina cubana contra covid-19 Abdala).

Mambisa é a única candidata cubana a vacina obtida por engenharia genética, com proteína recombinante com mais de 99% de pureza, explicou recentemente Guillén, ao ressaltar que é considerado “um medicamento muito seguro”.

Veja também
  • Contágios e mortes por Covid no mundo caem 20% em uma semana

    Saúde

    Contágios e mortes por Covid no mundo caem 20% em uma semana

  • Nenhuma criança ou adolescente morreu por causa da vacina contra Covid, diz Ministério da Saúde

    Brasília

    Nenhuma criança ou adolescente morreu por causa da vacina contra Covid, diz Ministério da Saúde

  • Depressão cresce 40% no Brasil entre período pré-pandemia e início de 2022, mostra pesquisa

    Saúde

    Depressão cresce 40% no Brasil entre período pré-pandemia e início de 2022, mostra pesquisa

O antígeno da Mambisa contra o coronavírus é o mesmo que o da Abdala, vacina que já obteve autorização de emergência do Centro de Controle Estatal de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos (CECMED) e foi aplicada em mais de 8 milhões de cubanos.

O CIGB espera poder apresentar o seu relatório final sobre a Mambisa ao CECMED, a autoridade reguladora cubana, até junho e solicitar a sua autorização de uso de emergência.

A Mambisa, segundo os fabricantes, tem a vantagem de não ter de ser injetada – é administrada no nariz – e por isso bloqueia o coronavírus no principal ponto de entrada no corpo.

Até agora, Mambisa é uma das 11 candidatas a vacina administradas via nasal em todo o mundo, explicou Guillén, e seria a quarta vacina de Cuba contra o coronavírus Sars-CoV-2.

Cuba, que não adquiriu vacinas no mercado internacional, mas desenvolveu as suas próprias fórmulas no complexo biofarmacêutico estatal, administra atualmente três vacinas diferentes (Abdala, Soberana 02 e Soberana Plus) à população com dois anos de idade ou mais.

Cerca de 10 milhões de cubanos, de uma população total de 11,2 milhões, já receberam o ciclo completo de imunização no país, enquanto 6,5 milhões já tomaram a dose de reforço.

Fonte: Saúde R7

Botão Voltar ao topo