Saúde

Um brasileiro com Covid infecta 178 saudáveis, aponta Imperial College

Ômicron eleva taxa de transmissão da Covid-19 no Brasil
Anto Lacerda/EFE/EPA

A variante Ômicron fez o Brasil chegar a uma taxa de transmissão da Covid-19 de 1,78, que significa que uma pessoa infectada transmite a doença para 178 saudáveis. Os dados fazem parte do relatório semanal da Imperial College, universidade do Reino Unido, que centraliza dados mundiais da pandemia, divulgado na manhã desta terça-feira (25).

O crescimento vem sendo muito rápido, já que na semana de 17 a 23 de janeiro o índice era de 1,35, o que representava que um doente infectava 135 indivíduos. De acordo com especialistas, números superiores a 1, por mais de duas semanas, indicam que a pandemia não está controlada no país. 

O relatório aponta uma margem de erro entre 1,61 e 1,94 na taxa de transmissão durante a semana que começou ontem. Nos meses de pico da segunda onda no Brasil o índice chegou a 1,31 na semana de 24 de maio. 

Os pesquisadores também apresentam uma expectativa de óbitos na semana e a brasileira é de 3.742 mortes até 30 de janeiro, com margem de erro entre 2.800 e 3.770. Mesmo sendo um índice alto é possível perceber a importância da vacinação no Brasil, já que no período que a transmissão chegou a 1,31, a média diária de mortes era de mais de 1.000 pessoas. 

Número de mortes no mundo

Os estragos da Ômicron não são sentidos apenas no Brasil. De acordo com o “Our World in Data”, projeto ligado à universidade de Oxford, também no Reino Unido, a média diária de mortes no mundo na segunda-feira foi de 8.209, o maior número nos últimos quatro meses.

O Brasil está entre os 10 países com mais mortes na última semana, segundo o mesmo relatório. Veja a lista dos países: 

Estados Unidos: 2.188 mortes
Rússia: 669
Índia: 529
Itália: 355
Brasil: 308
Reino Unido: 264
México: 262
França: 251
Polônia: 220

Colômbia: 192 

Além disso, a média móvel de novos casos bateu recorde pelo 7º dia consecutivo e chegou a mais de 3,4 milhões infectados diariamente.  

Fonte: Saúde R7

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