Saúde

Pílulas antivirais contra a Covid-19 esperam avaliação da Anvisa 

Anvisa aguarda informações adicionais das farmacêuticas para avaliar liberação de medicamentos

Anvisa aguarda informações adicionais das farmacêuticas para avaliar liberação de medicamentos

PIXABAY

Em meio ao avanço dos casos de Covid-19 no Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) avalia a inclusão de duas pílulas contra a infecção no mercado nacional. Os medicamentos molnupiravir e paxlovid prometem bloquear a replicação do vírus e impedir a evolução da doença para quadros graves.

No caso do antiviral molnupiravir, fabricado pela MSD (Merck Sharp & Dohme Farmacêutica), há um pedido de uso emergencial em análise desde o dia 26 de novembro. A Anvisa já realizou reuniões com a empresa, solicitou mais dados e aguarda o envio dos documentos. 

De acordo com os estudos divulgados pela MSD, o molnupiravir demonstrou reduzir as hospitalizações e mortes em cerca de 30% em pacientes de alto risco, e em fase inicial da infecção.

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A agência também já realizou reuniões de pré-submissão com relação ao medicamento  paxlovid, fabricado pela Wyeth Indústria Farmacêutica. De acordo com a Anvisa, já foram repassadas as orientações para que a empresa envie os dados necessários à aprovação do comprimindo. No entanto, ainda não houve um pedido de uso emergencial.

“Tão logo o dossiê seja submetido, iniciará os procedimentos de triagem e, estando o dossiê completo, dará início à avaliação do pedido”, disse a agência, em nota.  A pílula já foi aprovada nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália.

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Nos estudos clínicos, o paxlovid chegou a reduzir em mais de 70% as hospitalizações e os óbitos nas populações vulneráveis à Covid-19. De acordo com a fabricante, é recomendado que o medicamento seja administrado por cinco dias, logo após os primeiros sintomas da doença.

Coquetel de anticorpos da AstraZeneca

Outro medicamento contra a Covid-19 em vias de ser analisado pela agência é o Evusheld/AZD7442, coquetel de anticorpos fabricado pela AstraZeneca. Em dezembro, a farmacêutica divulgou que o medicamento, administrado em duas injeções sequenciais, foi capaz de manter a atividade neutralizante contra a variante Ômicron.

A empresa pediu o uso emergencial do remédio no dia 17 de dezembro de 2021. A Anvisa começou a analisar o pedido no mesmo mês e solicitou à empresa dados adicionais e esclarecimentos necessários para a conclusão da análise. Parte dos questionamentos já foram respondidos e estão sendo avaliados pela equipe técnica. Outras informações ainda seguem pendentes por parte da empresa. 

Fonte: Saúde R7

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