Mulher é indenizada em R$1,4 milhão após condições de trabalho análogas à escravidão

Um tribunal na Bahia decidiu que uma mulher negra de 59 anos deve receber uma indenização de R$1,4 milhão por ter trabalhado cerca de 42 anos em condições análogas à escravidão. A determinação, proferida pelo juiz Diego Alírio Sabino, descreve a situação da mulher como semelhante a uma “senzala contemporânea”.
O valor da indenização inclui salários não pagos, férias que não foram concedidas, direitos trabalhistas desrespeitados, e R$500 mil a título de danos morais. O tribunal não revelou a identidade da família condenada, que, segundo a sua defesa, alegou que a mulher nunca foi empregada, mas sim uma “membro da família”.
Em 2004, a mulher teve sua carteira de trabalho assinada, mas os responsáveis pela família contestaram a autenticidade do documento, afirmando não se recordar desse fato. O juiz, no entanto, refutou tais alegações, enfatizando que ela não era uma “agregada”, mas sim uma servente que prestava serviços em troca de assistência mínima.
A mulher, que começou a trabalhar aos 16 anos, vivia em condições sub-humanas, sem salário, folgas ou férias, o que a impediu de finalizar sua educação. Após completar 59 anos, a família tentou expulsá-la da casa, inclusive trancando armários de alimentos. Fonte:bahia




