Esporte
Da ascensão à queda: Lembre como a Parmalat agitou o mundo da bola

Calisto Tanzi, dono da Parmalat, morreu no último sábado (1º), em decorrência de uma pneumonia, mas a sua influência no futebol brasileiro e mundial deixou um legado marcante. Relembre como o “mecenato” da empresa de laticínios impactou o mundo da bola, especialmente nos anos 1990!
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A Parmalat ajudou a montar esquadrões em clubes, estampou sua marca em esportes como esqui e Fórmula 1 e fez acordos com seleções de futebol. Uma delas foi a Seleção Brasileira, no fim da década de 1990. Outra foi a dos Estados Unidos, que disputou uma das edições da Copa Parmalat.
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Tanzi tinha perdido espaço no futebol nos últimos anos. Em 2003, foi pedida a falência fraudulenta da Parmalat. Foi descoberto que o dono da multinacional e seus sócios inflavam os lucros da empresa artificialmente. Havia um rombo de 14 bilhões de euros na empresa. Em seus últimos dias de vida, Calisto Tanzi cumpria prisão domiciliar.
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No Brasil, a parceria mais bem-sucedida da Parmalat aconteceu com o Palmeiras. Iniciada em 1992, esta “era” trouxe momentos avassaladores: o fim da seca de títulos do clube em grande estilo em 1993, com o Paulista, o Rio-São Paulo e o Brasileiro.
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O acordo do Verdão com a empresa rendeu um momento insólito. Afastado por indisciplina do Palmeiras no início de 1994, Edmundo foi “cedido” ao Parma para disputar dois jogos. Um deles foi o amistoso que o clube italiano fez contra a seleção da Colômbia. O outro foi a partida dos Ducais com o Juventude válida pela Copa Parmalat. Depois, o atacante voltou a fazer parte da equipe palmeirense.
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Em 1994, o alviverde teve mais uma conquista de Brasileirão, contando com neste período com nomes como Velloso, Antônio Carlos, Roberto Carlos, Mazinho, César Sampaio, Zinho, Rivaldo, Edílson e a dupla Evair e Edmundo.
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Dois anos depois, o Verdão mudou parte do seu elenco, mas teve novo feito. Com nomes como Cafu, Djalminha, Luizão e Müller, fez o “time dos 102 gols” campeão paulista de 1996.
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O clube ainda conquistou a Copa do Brasil e a Copa Mercosul em 1998. Mas o ápice veio em 1999.
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O Palmeiras do capitão César Sampaio, de Marcos, Oséas, Paulo Nunes, Roque Júnior, Zinho, Evair e Euller sagrou-se campeão da Copa Libertadores de 1999 ao vencer nos pênaltis o Deportivo Cali. Em 2000, logo após os títulos do Rio-São Paulo e da Copa dos Campeões, a parceria foi desfeita.
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O Juventude também recebeu patrocínio da empresa de laticínios. Logo no início, a equipe gaúcha foi campeã da Série B de 1994, contando com nomes como Sandro Blum, Lauro, Galeano, Dorival Júnior e Paulo Sérgio.
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Houve vaivém entre clubes e até um momento controverso. De saída do Zaragoza, Cafu tinha em seu acordo a cláusula de que só poderia jogar em um clube paulista que fosse o São Paulo. O tetracampeão foi anunciado pelo Juventude para um contrato inicial de três meses. Após ter feito duas partidas no Alfredo Jaconi, o tetracampeão foi para o Palmeiras. Neste período, o Verdão também contou com novidades como Sandro Blum e Galeano e, em compensação, “reforçou” a equipe gaúcha com o meia Marquinhos e o atacante Alex Alves.
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O Juventude se tornou campeão gaúcho de forma invicta em 1998, Flávio, Rodrigo Gral, Capone e Índio foram os destaques desta geração.
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Além de momentos expressivos na Série A nos anos 90, a equipe em 1999 foi campeã da Copa do Brasil ao conter o ímpeto do Botafogo. No Maracanã, a geração de Márcio Mixirica, Maurílio, Mabília, Picoli e Lauro escrevia o nome do Juventude na história. O dado curioso ficou na camisa dos “jaconeros”: o patrocínio da Yoplait, marca de iogurte pertencente à Parmalat na época. Em 2000, o acordo com a multinacional acabou.
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O Santa Cruz fez acordo com a empresa italiana em 1995. Após um início empolgante, com título pernambucano, os anos foram de campanhas frustrantes na Série B, na Copa do Brasil e em outras edições de estaduais.
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Em 1998, a Parmalat injetou dinheiro no Paulista e fez uma mudança radical logo de cara. O clube passou a se chamar Etti Jundiaí (referência a um extrato de tomate da Parmalat). O Etti Jundiaí foi campeão da Série A2 do Paulista e da Série C de 2001 tendo no seu elenco Vagner Mancini, Fábio Gomes e o artilheiro Jean Carlos. Durante este período, o clube também revelou o goleiro Victor e o meia Nenê e também abriu espaço para veteranos como Neto e Sorato. O acordo com a multinacional acabou em 2002 e rendeu mudanças de nome: o Etti Jundiaí se tornou Jundiaí e, posteriormente, voltou a se chamar Paulista.
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O Parma, da terra de origem da Parmalat, teve uma década de glória e de montagem de esquadrões na década de 1990. O goleiro Taffarel deixou o Reggiana e se juntou a um elenco que tinha o sueco Brolin, o belga Brun e o colombiano Faustino Asprilla. Vieram títulos da Copa Itália e da Recopa da Uefa.
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Em 1994-1995, o clube italiano conquistou a Liga Europa da Uefa e uma edição da Copa Parmalat. Anos depois, repetiu a dose. Com Buffon, Cannavarro, Thuran, Verón e Hernán Crespo, a equipe venceu a Copa da Itália e a Liga Europa da Uefa de 1998-1999.
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No período de patrocínio da Parmalat, o Benfica abriu as portas para seu primeiro goleiro belga na história: Preud’homme. No período com a multinacional, os benfiquistas conquistaram o título português e a Taça de Portugal. Nomes como Ricardo Gomes, Paulo Bento, João Pinto e Valdo estiveram no time. Na mesma época, o Dínamo de Moscou foi campeão da Copa da Rússia de 1995. Clubes como Olympique de Marselha e Real Madrid também foram patrocinados pela multinacional.
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O Peñarol engatou um pentacampeonato uruguaio e ainda empilhou títulos em outra competição. O empresário Calisto Tanzi organizou a Copa Parmalat, apenas com clubes patrocinados pela sua empresa. Os uruguaios venceram quatro das seis edições.
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O Boca Juniors foi patrocinado a partir de 1992. Já naquele ano, a equipe foi campeã argentina, encerrando um jejum de 11 anos.
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Houve as contratações de Maradona (foto), ídolo que voltava a campo em 1995, após 15 meses de suspensão por doping, e do atacante Cannigia. Mas não vieram títulos. Na Argentina, a empresa investiu posteriormente no Ferro Carril e no Estudiantes e não deu certo.
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No período no Audax Italiano, a equipe subiu para a elite chilena. No entanto, após a campanha oscilante, não houve continuidade da Parmalat.
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Em 1997, a Universidad Católica foi campeã chilena após dez anos na fila e consagrou o artilheiro Alberto Acosta. Contudo, nos anos seguintes sob o comando da Parmalat, o clube não teve a mesma sequência bem-sucedida.
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O Toros Neza recebeu patrocínio da empresa de laticínios e chegou a disputar de forma acirrada o título mexicano. A equipe ficou com o segundo lugar, sua melhor colocação na história (o título ficou com o Chivas Guadalajara). No mesmo ano, foi campeão da Copa Parmalat após levar a melhor em um triangular com Universidad Católica e Parma.
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A multinacional mudou o nome do Féhérvar, que passou a adotar Parmalat FC. Ao fim da parceria, o nome se tornou Videoton. Hoje, é o MOL Vidi.
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Em 2000, houve a fundação do Parmalat FC na Nicarágua. O objetivo inicial era exportar jogadores, mas a equipe saltou da terceira divisão para a elite rapidamente.
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O sonho de consolidação do clube nicaraguense acabou em 2005, em meio aos processos dos quais os sócios da multinacional Parmalat eram alvo.
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Fonte: Esportes R7




