Cláudia Soares, presidente da ABMT, critica falta de condições para juízes de primeiro grau durante audiência no STF

A presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), Cláudia Márcia de Carvalho Soares, gerou polêmica durante uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) realizada na última terça-feira (24). O encontro discutiu as decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam os “penduricalhos” do serviço público que não estão previstos em lei.
Na audiência, Cláudia denunciou a falta de reajuste salarial anual para juízes e expressou sua insatisfação em relação aos gastos pessoais com itens como lanche e café. Ela ressaltou que, em comparação aos ministros de tribunais superiores, os desembargadores de tribunais estaduais enfrentam condições de trabalho precárias.
A juíza destacou que os juízes de primeiro grau não têm direito a carros oficiais, pagam do próprio bolso pelo combustível e não possuem apartamentos funcionais ou planos de saúde. Segundo ela, o salário bruto de R$ 46 mil é reduzido para cerca de R$ 20 mil após descontos da Previdência Social e do Imposto de Renda.
Cláudia também apontou que a Justiça da União recebe valores diferentes da Justiça estadual, o que enfraquece a magistratura. Ela questionou por que o subsídio da magistratura não tem recomposição anual como o salário mínimo, afirmando que a insegurança jurídica afeta os juízes, que muitas vezes não têm certeza do valor que receberão mensalmente. Fonte:bahia




