Saúde

Cientistas descobrem composto químico que pode influenciar partos prematuros 

Partos prematuros são um risco para a mãe e o bebê

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Uma pesquisa recente feita pelo National Institutes of Health, dos Estados Unidos, descobriu que mulheres que foram expostas a vários ftalatos durante a gravidez tiveram maior risco de passar por um parto prematuro – cerca de três ou mais semanas antes da data programada. 

Os pesquisadores reuniram dados de mais de 6.000 mulheres grávidas dos Estados Unidos e analisaram a concentração da substância na urina de cada uma. Os ftalatos são compostos químicos presentes em produtos de cuidados pessoais, como cosméticos, e em detergentes e embalagens de alimentos, por exemplo.

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De acordo com um estudo publicado na National Library of Medicine, a cada ano nascem cerca de 135 milhões de crianças no mundo todo e, dessas, aproximadamente 15 milhões são prematuras. 

“Ter um parto prematuro pode ser perigoso tanto para o bebê quanto para a mãe, por isso é importante identificar os fatores de risco que podem evitá-lo”, informou a epidemiologista do NIEHS (Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental) e autora sênior do estudo, Kelly Ferguson, em comunicado.

Metodologia

Os pesquisadores reuniram informações de 16 estudos que especificaram a exposição aos metabólitos de ftalatos na urina das participantes durante o pré-natal e no momento do parto. No total, foi feita uma análise de 6.045 dados de mulheres grávidas que deram à luz entre 1983 e 2018. 

Entre elas, 539 tiveram um parto prematuro e em mais de 96% dos casos foram detectados metabólitos de ftalatos nas amostras. 

O estudo encontrou e sequenciou 11 tipos de ftalato presentes na urina e concluiu que a exposição a quatro deles foi responsável pelo aumento de cerca de 14% a 16% da probabilidade de ter um parto prematuro. Essa pequena parcela do composto é comumente usada em esmaltes e cosméticos. 

Os cientistas também constataram que a redução da exposição aos ftalatos em 50% previne os partos prematuros em cerca de 12%. A média foi obtida por meio de modelos estatísticos que simulavam o contato com a substância. 

Prevenção

As medidas de prevenção recomendadas pelos pesquisadores são, de início, comportamentais, como tornar habitual a escolha de produtos de higiene pessoal sem ftalatos com base em uma avaliação do rótulo, comer alimentos frescos e caseiros, evitar processados (vendidos em recipientes ou embalagens plásticas) e optar por produtos sem fragrância.

Além disso, os profissionais afirmam que também são necessárias ações voluntárias de empresas para reduzir o nível de ftalatos em seus produtos ou mudar diretamente os padrões e regulamentações do nível aceitável do composto.  

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“É difícil para as pessoas eliminar completamente a exposição a esses produtos químicos na vida cotidiana, mas nossos resultados mostram que mesmo pequenas reduções em uma grande população podem ter impacto positivo tanto nas mães quanto nos filhos”, indicou o pós-doutorando no NIEHS e primeiro autor do estudo, Barrett Welch, em comunicado.

O grupo continua realizando estudos adicionais para detalhar melhor os mecanismos de atuação que tornam a exposição aos ftalatos prejudicial à gravidez e as formas mais eficazes de reduzir o contato com o composto. 

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Fonte: Saúde R7

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