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Assassino de idosa em Ondina bateu na porta para pedir copo de água

Assassino confesso de Maria Helena Mazzei de 67 anos, Cristian de Jesus Santos, 23 anos, estava trabalhando como pintor em uma obra no apartamento vizinho ao da idosa e bateu na porta dela para pedir um copo de água. O corpo dela foi descoberto na madrugada desta quinta-feira (30) no quarto de casa e o assassino foi preso horas depois. Por conta do episódio de violência, o Ondina Apart Hotel informou que fará uma reunião para discutir a segurança no local.

Cristian foi preso no bairro da Liberdade, dentro de casa, depois que a polícia analisou as imagens de câmeras de segurança do apart-hotel onde aconteceu o crime, no bairro de Ondina. Ele também roubou o celular e uma bolsa da vítima, que era sogra do secretário da Fazenda da Bahia (Sefaz), Manoel Vitório. A localização do aparelho ajudou a polícia a chegar ao acusado.

Segundo a investigação, depois que a idosa foi buscar o copo de água para ele, Cristian forçou a entrada e cometeu os crime. A perícia no local encontrou marcas de violência no pescoço da idosa, o que indica que ela pode ter sido esganada até a morte.

Em nota, a administração do Ondina Apart informou que vai haver uma reunião nesta sexta-feira (1º) para falar sobre a possibilidade de endurecimento das regras lá, dizendo que em 35 anos de funcionamento nunca teve problemas desse tipo.

Em depoimento após ser preso, o pintor confessou a morte e também admitiu que violentou sexualmente a vítima. Ele foi autuado em flagrante por estupro e latrocínio e está à disposição da Justiça. 

Reservada e educada
O crime chocou as pessoas do um apart hotel que conheciam a idosa. “Sempre foi uma senhora tranquila. Vinha, fazia de tudo aqui no salão e depois ia para casa na maior serenidade. Terrível isso o que aconteceu com ela”, disse um funcionário de um salão de beleza que fica no andar térreo no hotel. Ela era uma cliente antiga. “Ela esteve aqui há 15 dias, mas há anos que ela fazia o cabelo aqui com a gente. A família dela toda só corta aqui, inclusive a filha dela veio aqui ontem”, contou.

Uma funcionária de um restaurante de comida a quilo disse que ficou sabendo da notícia logo cedo, com a movimentação dentro do hotel. “Estranhei o entra e sai de gente no início da manhã. Era a polícia atrás de informações. Uma a faxineira viu quando eles (policiais) comentaram que mataram a idosa para roubá-la”, comentou. Ela relatou que a vítima já tinha ido algumas vezes ao restaurante. “Lembro dela. Uma senhora branca e alta. Às vezes, quando não queria comer a comida do hotel, ela vinha para cá. Falava pouco “, contou. 

A dona de uma loja que funciona no também no andar térreo disse que ficou sabendo da situação através dos noticiários. “Fiquei estarrecida, pois a conhecida. Era uma mulher bonita, forte e reservada”, disse. Ela pontua a segurança do hotel. “Aqui é tudo cheio de câmera. Quem é de fora e quer ter acesso, tem que ser fotografado e apresentar a identidade na recepção. Mas nem sempre é assim. Tem gente que não é hóspede, não é morador, sequer comprador, mas põe os carros aqui para correr na orla, ir à academia e depois fica circulando no hotel. Os seguranças ficam com receio de abordar, porque as pessoas na maioria das vezes estão bem-vestidas”, pontuou.

A família de Maria Helena preferiu não comentar o assunto.  O corpo dela foi sepultado ontem à tarde no Cemitério Jardim da Saudade.

Fonte: Correio

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