Bahia

Anderson Torres chega a Brasília para se entregar à Polícia Federal

Anderson Torres chegou a Brasília na manhã deste sábado (14) para se entregar à Polícia Federal (PF). O ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal chegou à capital federal às 7h17, em voo vindo de Miami, nos Estados Unidos. Ele passava férias com a família em Orlando, onde fica a Disney.

Torres teve sua prisão preventiva decretada na última terça-feira (9) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), durante as investigações sobre os ataques às sedes dos três poderes por terroristas bolsonaristas, que ocorreram no domingo passado.

Ele foi exonerado do posto de Secretário de Segurança do DF logo após o episódio de depredação e vandalismo. Isso porque, segundo o ministro da Justiça Flávio Dino, o plano para a proteção de Brasília foi alterado horas antes dos protestos, com uma significativa redução do esquema de segurança e números de policiais que vigiariam a Esplanada dos Ministérios.

Outro fator motivador para a prisão de Torres foi a minuta de decreto presidencial que visava a interferência federal no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para abrir caminho à alteração do resultado das eleições de 2022, apreendida na casa dele, durante ação da PF que ocorreu na quinta-feira (12).

O documento, que está sendo chamado de “minuta do golpe”, é considerado inconstitucional por juristas. Em sua defesa, Torres afirmou em uma rede social que “provavelmente” o documento foi encontrado em uma pilha de papéis que seriam jogados no lixo.

A prisão de torres foi determinada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, que também decidiu pela detenção do coronel ex-comandante da Polícia Militar do DF, Fábio Vieira. Por 9 votos a 2, a determinação de ambos foi referendada pelo plenário do Supremo.

Na decisão, Mores argumentou que os crimes praticados nos ataques aos prédios do Palácio do Planalto, do STF e do Congresso Nacional só ocorreran porque houve “anuência, e até participação efetiva, das autoridades competentes pela segurança pública e inteligência, uma vez que a organização das supostas manifestações era fato notório e sabido, que foi divulgado pela mídia brasileira”.

Fonte: Correio

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