Aluno que fez ameaças no Colégio Vieira é identificado; caso foi uma 'brincadeira'

Segundo a Polícia Militar a pichação encontrada na manhã desta quinta-feira (29) com ameaça de massacre no banheiro masculino do Colégio Antônio Vieira, escola particular católica no bairro da Graça, trata-se de uma brincadeira.
“Os militares mantiveram contato com a direção da escola e foi verificado que se tratou de uma brincadeira realizada há algum tempo entre alguns dos discentes, que acabou se espalhando entre os demais alunos através de uma foto, como se verdade fosse”, explica.
Em nota, a entidade informou que policiais militares do 18º BPM foram acionados para averiguar uma denúncia de ameaça, supostamente promovida por um dos alunos da instituição de ensino. A nota ainda esclarece que o colégio adotou procedimentos internos de segurança e para esclarecimento do episódio. O autor da pichação já foi identificado e os responsáveis pelo menor, comunicados.
![]() |
| Pichação feita por aluno (Foto: Rerpodução) |
O Colégio Antônio Vieira amanheceu nesta quinta-feira (29) com a parede do banheiro masculino do Ensino Médio pichada com a palavra blood (sangue, em inglês) ao lado de símbolo que aponta para massacre. Uma imagem com a pichação na parede do banheiro começou a circular em grupos de estudantes que estavam dentro da sala de aula. A notícia causou pânicos entre os alunos. Assim como entre os pais e responsáveis, que receberam ligações dos adolescentes em desespero.
A instituição de ensino emitiu nota informando que “a unidade conta com equipe de vigilância, catracas liberadas por biometria e câmeras 24h distribuídas em diversos espaços da escola”. A direção disse que não encontrou nenhum risco efetivo à integridade física dos alunos que justifique a suspensão das aulas. Apesar de não haver liberação oficial de alunos no horário matutino, pais afirmaram que foram buscar os filhos antes das aulas terminarem.
Ameaças em escolas
Desde o atentado que terminou com a morte de uma estudante da Escola Municipal Eurides Sant’anna, em Barreiras, na última segunda-feira (26), o clima de terror tem se instaurado entre outros colégios baianos. Em um período de três dias foram registradas ao menos quatro ameaças de ataques contra instituições de ensino por todo o estado.
Nesta quinta-feira (29), o Colégio Resgate em Vitória da Conquista decidiu suspender todas as aulas após receber uma ameaça. Pela manhã, foi encontrado um caderno contendo uma mensagem de um possível ataque à escola.
“Ao tomar conhecimento do fato, nossa equipe rapidamente iniciou uma investigação interna e entendeu, sobretudo pelo modo como a mensagem foi deixada, que se tratava de uma brincadeira de extremo mal gosto, considerando, inclusive, o mal-estar coletivo que gerou”, declarou em nota. Ainda assim, o fato foi comunicado às autoridades e foi solicitado proteção nos arredores da escola.
A direção ainda triplicou o contingente de segurança na área interna da instituição e orientou toda a equipe técnica, de professores e disciplinar no sentido de diminuir o fluxo de estudantes nas áreas de convivência, monitorando corredores, pátios, salas e banheiros.
Outra ameaça ocorreu no mesmo dia do ataque em Barreiras. No Colégio Anchieta, que fica localizado no bairro da Pituba, pais, alunos, professores e outros funcionários receberam a informação de que um aluno estaria ameaçando se deslocar para a escola com uma arma. Já na terça-feira (27), um adolescente de 13 anos tentou atacar colegas e atear fogo em uma sala de aula da Escola Municipal Yêda Barradas Carneiro, no município de Morro do Chapéu, região da Chapada Diamantina.
*Com orientação da subchefe de reportagem Monique Lôbo
Fonte: Correio


