Saúde

Queda nos casos de síndrome respiratória parou, diz Fiocruz

Transmissão comunitária está em nível alto em todas as capitais

Transmissão comunitária está em nível alto em todas as capitais

Pilar Olivares/Reuters – 18.06.2021

Uma nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta a interrupção da queda do número de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) no País e sugere que há uma retomada do crescimento. Atualmente, 98% dos casos de SRAG são causados pela covid-19. O boletim foi divulgado nesta quinta-feira (26). É referente à semana epidemiológica de número 33, de 15 a 21 de agosto.

Segundo o levantamento, nove unidades da Federação apresentam tendência de crescimento do número de casos a longo prazo. São elas: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. De acordo com o boletim, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Sergipe apresentam sinais fortes de crescimento. A situação se repete em onze capitais, entre elas Rio e São Paulo.

Outros sete Estados apresentam sinal de crescimento a curto prazo. São eles Alagoas, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba e Tocantins.

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“Nos estados em que há sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo, deve-se interpretar como sinalização de possível interrupção de queda, com tendência de crescimento a ser reavaliada nas próximas semanas”, disse o coordenador do InfoGripe, o pesquisador Marcelo Gomes.

O pesquisador pede “cautela em relação a medidas de flexibilização das recomendações de distanciamento para redução da transmissão da covid-19 enquanto a tendência de queda não tiver sido mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos”. Ele ressalta também a necessidade de “reavaliação das flexibilizações já implementadas em alguns Estados com sinal de retomada do crescimento ou estabilização ainda em patamares elevados”.

O boletim revela também que os indicadores de transmissão comunitária do Sars-CoV2 encontram-se em nível alto ou superior em todas as capitais. Em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba e Goiânia o nível é extremamente alto.

Fonte: Saúde R7

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