Pressão do governo chinês para baixar salários é cúmplice na negociação entre Oscar e o Flamengo. Corinthians e Inter acompanham

Oscar foi camisa 10 da Seleção até 2013. Felipão ‘pediu’ e ele entregou o número para Neymar
AFP
São Paulo, Brasil
O tempo passou rápido.
Depois de dez anos no Exterior, o meia Oscar, que ‘cedeu’ a camisa 10 da Seleção Brasileira a Neymar, quer voltar a jogar no Brasil.
E tratou de avisar seu empresário, Giuliano Bertolucci, para encontrar um clube importante, popular.
David Luiz, seu companheiro na Seleção Brasileira de 2014, e de Chelsea, e amigo particular, tratou de entrar em contato com a direção do Flamengo.
E a direção rubro-negra passou a negociar um empréstimo com Bertolucci. A princípio, até o final do ano. Mas com possibilidade de compra.
Como a transação ainda não foi fechada, as diretorias do Internacional e do Corinthians, com ótima relação com Bertolucci tentaram ‘atravessar’ a negociação. Mas a preferência de Oscar segue sendo o Flamengo.
Esta é a versão romântica da situação.
Na verdade, há uma grande pressão do governo chinês para que seus clubes se livrem dos jogadores com salários milionários, que já levaram algumas equipes à falência.
E Oscar é o jogador que mais recebe na Ásia. É o décimo maior salário do mundo. Ele foi contratado como uma grande estrela mundial, atuando no Chelsea, vencedor da Premier League.
Foi vendido em dezembro de 2016 ao Shangai SIPG por 52 milhões de libras, atuais R$ 333 milhões. A sigla SIPG significa Shangai International Port Group. Ou seja, era uma empresa estatal. Como fazia parte dos planos chineses desenvolver o futebol em 2016, não houve problema em aceitar pagar a Oscar a quantia de 24 milhões de euros, cerca de R$ 130 milhões por ano. Ou seja, ele ganharia incríveis R$ 10,8 milhões.
A revelação do salário foi feita pela prestigiada revista France Football.
Mas desde 2020, houve uma significativa mudança na postura do governo chinês. E os clubes foram proibidos de pagar mais de 3 milhões de euros por ano, cerca de R$ 16 milhões, ou seja, R$ 1,3 milhão a cada 30 dias.
Esse foi um dos principais motivos que fizeram Hulk deixar o país asiático, no final de 2020. Ele não ganharia bem menos do que recebia. Ele chegou a ganhar R$ 11 milhões mensais.
De acordo com empresários que trabalham com o futebol chinês, os atletas que atuam por lá e ganham acima desse teto imposto pelo governo, são pressionados a aceitar reduzir seus salários. Daí o desejo de Oscar, já resolvido financeiramente, voltar ao Brasil.
O Flamengo é a primeira opção do jogador. Só que Bertolucci está tentando fazer com que o clube carioca pague mais do que o salário de R$ 1,3 milhão, que oferece.
As diretorias de Corinthians e Internacional acompanham a negociação com interesse. A direção do Palmeiras também sabe que Oscar está no mercado. Mas, pela idade do jogador, e o altíssimo salário, não é o perfil preferencial de contratações.
Bertolucci segue negociando.
Não há nada fechado, mas as conversas com a direção do Flamengo têm sido diárias, desde a semana passada.
Há otimismo na Gávea…
Fonte: Esportes R7




