Pesquisadores explicam que a altura extrema dos nilotes do Alto Nilo resulta de adaptação ao clima quente

Pesquisores têm investigado o grupo étnico conhecido como nilotes, que habita a região do Alto Nilo, abrangendo partes do Sudão do Sul, norte de Uganda e oeste do Quênia. Os estudos apontam que, em média, os nilotes apresentam algumas das maiores estaturas registradas no planeta, com homens chegando a cerca de 1,93 m e mulheres a aproximadamente 1,88 m. Essa altura, associada a um biotipo esguio, pernas e braços longos, e à pele de alta melanina, seria consequência de adaptações evolutivas ao clima extremamente quente da África centro‑oriental. Um corpo mais alto e magro favorece a dissipação do calor, enquanto a concentração elevada de melanina oferece proteção contra a intensa radiação solar.
Entre os grupos nilóticos, os dinka são frequentemente citados como exemplo de extrema estatura. Personalidades como o ex‑jogador de basquete Manute Bol, que media 2,31 m, e a supermodelo sudanesa Nykhor Paul, também pertencem a essa etnia, reforçando a notoriedade das características físicas do povo.
Além das particularidades corporais, os nilotes mantêm tradições culturais marcantes, como a criação de gado, que desempenha papel central na economia e em rituais sociais, como casamentos e celebrações. Apesar da modernização, muitas comunidades continuam preservando esses costumes ancestrais, consolidando os nilotes como um dos grupos mais singulares da África. Fonte:msn




