Novo Triunfo é Suspeita de Fraude em Matrículas de EJA que Impactam Cidades Nordestinas
Cipó e Cícero Dantas também estão na lista

Nos últimos meses, diversas cidades do nordeste brasileiro, têm enfrentado acusações sérias relacionadas a suspeitas de criação de turmas fantasmas de alunos para desviar verbas destinadas à educação. O esquema, que envolveria matrículas infladas no programa EJA (Ensino de Jovens e Adultos), teria como objetivo principal fazer com que esses municípios recebessem mais recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Um levantamento realizado pelo jornal Folha de S.Paulo identificou que 108 cidades estão sob suspeita. Dentre elas, Novo Triunfo (BA) chama atenção: a cidade, que possui uma população de aproximadamente 10.660 habitantes, registrou um aumento exponencial no número de matrículas no EJA, passando de 30 alunos em 2020 para 2.151 alunos, o que representa cerca de 20% da população total. Tal aumento teria elevado a verba educacional do município para uma projeção de R$ 30,4 milhões, aproximadamente metade das receitas da cidade.
No entanto, durante visitas a três escolas municipais de Novo Triunfo, a equipe de reportagem da Folha constatou que a movimentação de alunos do EJA estava longe dos números informados ao Ministério da Educação. Na maior escola em número de matrículas para jovens e adultos, a Escola Professora Maria Simões, havia apenas alunos do ensino fundamental ensaiando para um desfile, mas nenhuma turma de EJA foi encontrada.
A diretora da Escola Maria Simões, Liliane Moreira, justificou a ausência de aulas do EJA, alegando que os alunos estariam trabalhando na colheita. No entanto, funcionários das escolas, sob anonimato, relataram uma realidade diferente.
Cipó e Cícero Dantas também estão na lista veja o gráfico da folha de São Paulo.

Diante dessas acusações, as prefeituras e secretarias de educação dos municípios envolvidos têm negado qualquer irregularidade. No entanto, as suspeitas levantadas colocam em xeque a transparência e eficiência na aplicação de recursos destinados à educação nas cidades da região nordeste, e reforçam a necessidade de maior fiscalização e controle por parte das autoridades competentes.
