Bahia

Mãe acusa berçário no Jardim das Margaridas de maus-tratos

A mãe de uma criança de um ano e três meses acusa professoras do berçário onde o filho ficou por 7 meses de maus-tratos. O local fica no Jardim das Margaridas, em Salvador. A mulher afirma que o filho voltou, por diversas vezes, para casa com marcas roxas e de mordidas de outras crianças. Em um dos vídeos que Géssica Leal usa como prova para a acusação de negligência, a cuidadora empurra o balanço com um bebê e o objeto bate em seu filho três vezes, até que ele chora e a professora vai acalmá-lo. O caso foi registrado na Polícia Civil no último dia 14. A dona da creche, que optou por não se identificar, alega que, antes mesmo do boletim de ocorrência de Géssica ser registrado, ela já havia aberto dois boletins contra a mãe da criança por ameaça, racismo e calúnia, dos dias 4 e 16 de junho. Ela afirma que foi ela quem cancelou a matrícula do filho de Géssica no berçário, após diversos episódios de importunações e racismo contra as professoras. A mulher também diz que chegou a ser ameaçada por Géssica e que ela costumava frequentar o local a cada duas horas para amamentar a criança. “Deixei meu filho lá em novembro do ano passado, e em janeiro ele chegou com as primeiras marcas. A dona da creche disse que iria dar todo apoio, conversa bonita que me fez continuar no local. Depois, ele passou a aparecer com mordidas, e ela disse que ele também mordia crianças de volta. Mas eu disse a ela que o certo era falar comigo sobre isso”, disse Géssica. A mãe da criança afirmou que, a partir daí, passou a se atentar para as câmeras, as quais ela tinha acesso. “Quando eu mandei vídeo para ela, ela me disse que o balanço tocou no rosto dele, mas não bateu não. Um dia cheguei lá, e meu filho estava com a fralda cheia de fezes, preso no cercadinho, chorando muito e, foi quando decidi tirar ele de lá. Procurei a Justiça e abri B.O contra ela dias depois”, afirmou. Sobre o processo que a dona do estabelecimento abriu contra ela, Géssica afirma que não ficou ciente, e que seus advogados também não souberam de nada. Já a dona do berçário diz que Géssica só procurou levar o caso à delegacia após ter sido notificada, e que foi ameaçada quando cancelou a matrícula do bebê. “Temo pela minha vida, porque ela me ameaçou dizendo que eu ia ver e que eu ia pagar”, afirmou a coordenadora pedagógica do estabelecimento. Procurada, a Polícia Civil informou que a Delegacia de Repressão a Crimes contra a Criança e o Adolescente (Dercca) investiga a denúncia de maus-tratos, registrada no último dia 14, contra uma creche no bairro do Jardim das Margaridas. “A mãe de uma criança relatou que seu filho apareceu algumas vezes com manchas roxas e marcas de mordidas, além de, segundo ela, ficar abandonado na instituição, sem o cuidado necessário. Oitivas e outras diligências estão sendo realizadas para apurar a denúncia”, diz nota.

Fonte: Correio

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