Festival Caymmi passa a se chamar Move e começa nesta sexta (20)

O Festival Caymmi de Música está mudando de nome e vai passar a se chamar Festival Música em Movimento – Move. A primeira edição com a nova marca será em formato digital e terá início nesta sexta-feira, 20, às 15h, no endereço bit.ly/festivalmove.
Os shows vão acontecer entre os dias 27 e 29, às 19h. Vão se apresentar Marcola Bituca, Zuhri, Jordi Amorim, Sonora Amaralina, Panteras Negras, Ana Barroso, Joana Terra, Tangolo Mangos, Dona Iracema e Lívia Nery. Os artistas foram selecionados por uma curadoria técnica, formada pela cantora Manuela Rodrigues, pelo jornalista Luciano Mattos e pelo músico e professor associado da Escola de Música da UFBA, Rowney Scott. A direção musical é de Yacoce Simões.
A programação começa nesta sexta-feira (20) com uma conversa entre o produtor musical Alê Siqueira, o jornalista e crítico musical Sérgio Martins, o diretor musical Yacoce Simões e a advogada Verônica Aquino, que atua com Direito do Entretenimento, Música e Audiovisual e Gestão de Direitos Autorais.
A proposta é fazer uma reflexão sobre como a tecnologia tem transformado os diversos cenários musicais, especialmente em tempos de pandemia, e tratar dos novos rumos do mercado, formando uma forte rede entre artistas, músicos, público e produtores. Curadores do festival, Manuela Rodrigues e Rowney Scott também marcam presença no encontro.
SHOWS
Na sexta-feira (27), a partir das 19h, o grupo Zhuri apresenta ao público o show que mistura no repertório jazz e rap. Depois o guitarrista, baixista, arranjador e pesquisador baiano Jordi Amorim apresenta o show com as canções do seu disco lançado em março, Serendip. Encerrando o primeiro dia do festival, o rock da banda Dona Iracema ganha o palco virtual do Move.
No sábado (28), o cantor Marcola Bituca, que em março lançou o EP Cavalo de Troia e no dia 20 de agosto lança o EP La Travessia, abre a programação às 19h. Depois dele, é a vez de Ana Barroso, que está trabalhando o disco Cisco no Olho, comandar o segundo show da noite. Terceira e última atração deste dia, a banda de orquestra instrumental de cumbia, Sonora Amaralina, também terá seu show exibido no festival.
Encerrando o Move, no domingo (29) quatro atrações apresentam seus shows ao público. Joana Terra, vencedora do Prêmio Grão de Música de 2020, assume o palco virtual às 19h. Logo depois a banda soteropolitana que flerta com diferentes gêneros musicais, destacando-se rock clássico, MPB e música regional nordestina, alinhados numa estética sonora ligada à psicodelia, Tangolo Mangos apresenta o show. O dia conta ainda com a apresentação da primeira banda instrumental negra LGBTQI+ do mundo, Panteras Negras. Encerrando o festival, o último show exibido será o da cantora Livia Nery.
OFICINAS
O projeto é realizado pela Via Press Comunicação, com direção geral de Elaine Hazin, e conta também com uma série de oficinas gratuitas sobre a indústria da música, ministradas por nomes de destaque nacional na área, que acontecem em ambiente online.
No dia 23 de agosto (segunda-feira), às 19h, Sérgio Martins assume o canal do festival no Youtube para uma oficina com o tema Como entender a grande mídia no âmbito do mercado musical. No dia seguinte, terça-feira (24), Alê Siqueira comanda uma oficina de Produção Musical às 15h.
Na quarta-feira (25), às 19h, Yacoce Simões lidera a oficina sobre Produção de Conteúdo Musical Durante a Pandemia. Encerrando a agenda dos encontros sobre música, no dia 26 (quinta-feira), às 19h, Verônica Aquino fala sobre Música, Direitos Autorais e os Desafios do Digital.
Para Elaine, ao ir para o ambiente virtual, o festival possibilita que um público mais amplo tenha acesso ao trabalho de artistas locais: “A nossa ideia, ao realizar neste ano em ambiente online respeitando todas as orientações necessárias para conter o avanço da pandemia, é a de contribuir para que esses artistas tenham uma plataforma de divulgação dos seus trabalhos. Acreditamos que será possível abranger um público maior, as pessoas vão poder conhecer a nova música da Bahia em casa, em segurança. E ao mesmo tempo movimentar a cena, incentivar a produção de artistas e profissionais da área que tiveram seus trabalhos afetados pela pandemia”. Entre os shows, Hazin comandará entrevistas com os artistas, que poderão se aprofundar mais em temas como seus processos criativos e a divulgação dos trabalhos autorais.
Sobre a mudança do nome, Elaine explica que abre um leque maior de possibilidades de homenagens a outros artistas marcantes para a música: “Esse é um nome que a gente já tinha adotado como um tema em edições anteriores. A ideia é ampliar a possibilidade de ter outros artistas homenageados, sobretudo por ser um projeto baiano, um estado essencialmente musical, e ser um festival que tem abrangência nacional, potencializando a nossa produção artística para todo o país”.
Fonte: Correio

