Esporte

Dora se motivou no ‘anda bem para uma menina’ para brilhar no skate

Dora Varella representou o Brasil na primeira participação do skate em uma Olimpíada
Lisi Niesner/Reuters 10.08.21

Os Jogos Olímpicos de Tóquio mal acabaram. Mas já é possível dizer que o skate veio para ficar. A inclusão da modalidade foi um verdadeiro sucesso. As provas repercutiram bastante e os atletas estiveram entre os mais comentados de todo o evento.

No Brasil, o sucesso foi ainda maior. Com direito a três medalhas nas modalidades street (Rayssa Leal e Kelvin Hoefler) e park (Pedro Barros), o skate esteve na boca do torcedor e a procura pelo produto, ou então de interessados em aprender o esporte, aumentaram bastante.

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Uma das responsáveis por todo esse sucesso é Dora Varella, atleta de apenas 20 anos que representou o Brasil em Tóquio, sendo finalista no park: “O alcance da Olimpíada levou o skate à pessoas que não tinham tanto conhecimento do esporte, e tenho certeza que muitos se apaixonaram pelo mundo do skate, assim como eu me apaixonei quando comecei a andar”, disse ela, em entrevista ao R7.

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A jovem, aliás, passou a se interessar pela modalidade graças a um familiar. E rapidamente se apaixonou. “Meu primo andava de skate e eu sempre brincava com o skate dele. Sempre pratiquei muitos esportes. Com 10 anos, pedi um skate de Natal para minha avó e ficava andando no quintal de casa, meu pai deu a ideia de me levar em uma pista e fomos na primeira que encontramos na internet. Chegando lá, achei o paraíso, várias rampas de várias alturas e muitas manobras para eu aprender. Depois desse dia, viciei e nunca mais parei!”

Dora voa nas manobras

Dora voa nas manobras
Arquivo pessoal/Dora Varella

Campeã brasileira em 2020 e sexta colocada no mundial de 2019, Dora já coleciona bons resultados na carreira. Para ela, porém, o resultado nem sempre é o mais importante. “Queria somente me divertir e evoluir e é assim até hoje, aconteceu tudo naturalmente. Hoje em dia fico muito feliz de poder ter o skate como profissão, poder me divertir, e fazer o que amo para viver é muito gratificante”, comemorou.

Apesar do apoio da família e se sentir acolhida no “mundo do skate”, ela admite que já ouviu muitas vezes frases como “até que você anda bem para uma menina”, algo que ela não leva como preconceito: “Estas frases nunca me desmotivaram, pelo contrário, me motivaram a me puxar mais e provar a eles o contrário.”

A experiência como um todo é completamente diferente, a pressão é maior, mas a energia da competição é incrível. Foi diferente de todos os campeonatos que já participei, mas no momento que você dropa você tem um único objetivo: acertar sua linha. E é esse pensamento que faz com que você fique tranquilo e focado para fazer o que sabe e dar o seu melhor.

Dora Varella, sobre competir na Olimpíada

Além do sucesso como um todo, chamou muita atenção no skate o companheirismo entre os atletas, mesmo com um competindo contra o outro.

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“Isso é normal no mundo do skate, queremos ver todos felizes, se superando, dando o seu melhor e um alto nível de skate. Nas sessões, um ajuda o outro, dando dicas para acertar a manobra ou mesmo motivando. O skate me ensinou isso, torcer pela vitória do outro não interfere na sua e espero que essa mensagem tenha sido passada para quem assistiu a gente também”, explicou.

E se o skate olímpico fez sucesso entre os torcedores, entre os atletas ele foi ainda maior. Tanto é que Dora já estabeleceu como meta estar em Paris, em 2024. “Tenho muitos sonhos, e um deles é poder viver do skate para sempre! Com certeza estar em Paris e buscar uma medalha é o meu maior objetivo a partir de agora, um sonho que vou batalhar muito para conquistar, sempre me divertindo e fazendo por amor”, concluiu.

Fadinha de prata! Veja as manobras de Rayssa Leal na Olimpíada

Fonte: Esportes R7

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