Brasil pega Panamá para seguir 100% em estreias na Copa Feminina

Acabou a espera. O quinto dia da Copa do Mundo Feminina terá, enfim, a estreia do Brasil. A Seleção entra em campo logo cedo, às 8h, para enfrentar um novato Panamá, no estádio Hindmarsh, na cidade australiana de Adelaide. De olho no inédito título, a Amarelinha chega com a expectativa em alta para dar o primeiro passo com o pé direito. O Brasil é amplo favorito no confronto. Afinal, ocupa o 8º lugar no ranking da Fifa, diante de um adversário que é apenas o 52º. Além disso, defenderá um retrospecto perfeito em estreias. A Seleção esteve em todas as oito edições do Mundial e sempre venceu seu compromisso inicial. Já o Panamá fará, contra as canarinhas, sua primeira partida na história da Copa. Nesta primeira semana, aliás, nenhuma outra seleção estreante venceu. “Temos assistido a muitos jogos. Com certeza estamos preparados, independentemente da formação que eles adotarem”, garantiu a técnica Pia Sundhage. É preciso cuidado, porém, para não subestimar o adversário. Um ótimo exemplo vem da França, presente na mesma chave do Brasil. Uma das principais candidatas ao título, as europeias tropeçaram diante da Jamaica e ficaram no 0x0. O empate, por outro lado, foi bom para a Amarelinha, que pode se isolar na liderança do Grupo F se ganhar. “Vimos resultados que pareciam fáceis para algumas seleções e não aconteceram. Surpresas acontecem. Temos que estar preparadas e focadas no nosso futebol”, alertou a experiente lateral Tamires. Técnico mais jovem da Copa, com 35 anos, Ignacio Quintana reconheceu o favoritismo do Brasil, mas disse esperar que sua equipe seja “competitiva”. “Nosso objetivo tem que ser competir. Quer melhor oportunidade do que poder competir com as suas referências esportivas? Queremos apresentar um plano que não demonstre apenas que o Panamá está em sua primeira Copa e que chegamos no papel de vítimas”, comentou. Cartada final Eliminada nas oitavas de final nas duas últimas edições, a Seleção tenta voltar a disputar uma final de Mundial. Só chegou lá uma vez, em 2007, quando perdeu para a Alemanha e ficou com o segundo lugar. Dessa vez, motivações não faltam para acreditar no inédito troféu. Principalmente, graças ao ótimo trabalho que Pia Sundhage vem desenvolvendo ao longo dos últimos quatro anos. Com direito a conquista da Copa América de 2022 em uma campanha perfeita: 100% de aproveitamento – seis vitórias em seis jogos -, 20 gols marcados e nenhum sofrido. Não à toa, a sueca foi eleita a terceira melhor treinadora do mundo no Fifa The Best. Além disso, a Seleção vem de bons resultados recentes contra duas fortes candidatas ao título, Inglaterra e Alemanha. Contra as inglesas, empate em 1×1 na Finalíssima – e posterior derrota nos pênaltis. Já diante das germânicas, vitória por 2×1 em amistoso. No início do mês, a equipe canarinha ainda goleou o Chile por 4×0, no último compromisso antes do Mundial. “Muitas vezes, a performance foi boa, mas não necessariamente o resultado. Ficamos felizes com os dois últimos resultados pela confiança. O mais importante é desfrutar do jogo. Se fizermos isso, temos a chance de vencer [o Panamá] – e podemos vencer muitos jogos. Se colocarmos em prática um ataque bonito e uma defesa muito sólida, temos a chance de jogar muitos jogos, até a final, de fato. Há muitos países que podem fazer isso”, disse Pia. Para o primeiro jogo, a técnica faz mistério sobre qual time irá colocar em campo. A principal dúvida está no ataque, já que a rainha Marta deve começar no banco. A craque se recuperou de um desgaste muscular na coxa esquerda e só voltou a treinar com bola junto das demais atletas na última quinta-feira (20). “Marta está 100% na parte física. Agora, quantos minutos de treino são necessários antes de entrar em campo, depende de cada jogo”, disse a treinadora sueca, que deve optar por Geyse para fazer dupla de ataque com Debinha, titular incontestável. Bia Zaneratto corre por fora. “Não estamos escolhendo as melhores atacantes, mas as que se conectam melhor uma com a outra”, completou Pia. Outra dúvida está no meio-campo, entre Luana e Duda Sampaio. A veterana do Corinthians deve ser a escolhida. Assim, a seleção feminina começaria a Copa do Mundo com: Letícia, Antônia, Kathellen, Rafaelle e Tamires; Luana, Ary Borges, Kerolin e Adriana; Debinha e Geyse. Estreias do Brasil na Copa Feminina:
- Brasil 1×0 Japão – 1991
- Suécia 0x1 Brasil – 1995
- Brasil 7×1 México – 1999
- Brasil 3×0 Coreia do Sul – 2003
- Nova Zelândia 0x5 Brasil – 2007
- Brasil 1×0 Austrália – 2011
- Brasil 2×0 Coreia do Sul – 2015
- Brasil 3×0 Jamaica – 2019
Fonte: Correio




