Bolsonaro diz que alternativas para seu futuro são prisão, morte ou vitória

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse na manhã deste sábado (28) que “não existe” chance de ser preso por conta das acusações apuradas pela CPI da Covid no Senado.
“Digo uma coisa aos senhores. Tenho três alternativas para o meu futuro: estar preso, ser morto ou a vitória. Pode ter certeza: a primeira alternativa, preso, não existe. Nem um homem aqui na Terra vai me amedrontar. Tenho a consciência de que estou fazendo a coisa certa. Não devo nada a ninguém. E ninguém deve nada a mim também”, disse Bolsonaro. Ele foi aplaudido pelo público.
Ele participou do 1° Encontro Fraternal de Líderes Evangélicos da Conemad-GO (Convenção Nacional das Assembleias de Deus do Ministério de Madureira) em Goiânia.
Bolsonaro disse que “não deseja e nem provoca rupturas, mas que tudo tem um limite” e indicou apoio à presença de líderes evangélicos nas manifestações. O chefe do Executivo ainda repetiu que estará nos atos em Brasília pela manhã e na Avenida Paulista, em São Paulo, à tarde.
“Temos um presidente que não deseja e nem provoca rupturas, mas tudo tem um limite em nossas vidas. Não podemos continuar convivendo com isso. Sei que a grande maioria dos líderes evangélicos vai participar desse movimento de 7 de setembro e assim tem que fazê-lo. Está garantido em nossa Constituição. Espero que não queiram tomar medidas para conter esse movimento. A liberdade de se manifestar, vedado o anonimato, está garantida na nossa Constituição, não depende de regulamentação”, disse ele durante culto alusivo ao 1º Encontro Fraternal de Líderes Evangélicos, na capital goiana nesta manhã.
Bolsonaro disse ser “impressionante” como alguns querem evitar o movimento espontâneo da população. Ele afirmou que, durante esses atos, sempre imperou a ordem e o respeito. “o Brasil precisa de paz, precisa de tranquilidade para poder prosseguir. É impressionante como alguns querem evitar esse movimento espontâneo do povo, desse povo que, movimentos outros, quando participou, sempre imperou a ordem, a disciplina, o respeito ao patrimônio, o respeito aos policiais presentes”. O presidente citou movimentos que ocorreram durante as eleições de 2020.
Ao longo do discurso, Bolsonaro fez críticas à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de suspender repasses a canais bolsonaristas, voltou a criticar governadores por medidas restritivas impostas por causa da pandemia de covid-19 e a defender o uso da hidroxicloroquina no tratamento para a doença. Ele novamente falou que o País ainda atravessa a crise sanitária, mas ficar em casa não adianta nada. E afirmou que o governo federal fez “tudo para combater a pandemia” desde o primeiro momento.
Fonte: Correio

