Esporte

Suspensão do clássico mostra desgoverno na CBF, diz Caboclo

Rogério Caboclo afirmou em nota que suspensão de Brasil e Argentina mostra “desgoverno” na CBF
CBF

Depois da confusão que marcou o confronto entre Brasil e Argentina neste domingo (5) e terminou com a suspensão do jogo, o presidente afastado da CBF, Rogério Caboclo, emitiu uma nota em que afirma que os acontecimentos de hoje na Neo Química Arena mostram o “desgoverno que tomou conta da CBF” após seu afastamento. 

O jogo foi interrompido logo aos quatro minutos de jogo. Em primeiro momento, os agentes de saúde discutiram com o delegado da partida, mas na sequência entraram no gramado e tentaram retirar os atletas Giovani Lo Celso, Emiliano Martínez, Cristian Romero e Emiliano Buendía.

Por conta do ocorrido, os jogadores argentinos se retiraram de campo e voltaram ao vestiário. A CBF e a Conmebol chegaram a costurar um acordo com o governo brasileiro para liberar os atletas para o duelo contra o Brasil. No entanto, a decisão não passou pela Anvisa, que deciciu pela interrupção da partida para retirar o quarteto que descumpriu os protocolos contra a covid-19.

Em contrapartida, a CBF também se posicionou, lamentando os fatos ocorridos neste domingo (5) e criticando a ação da Anvisa. 

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“A CBF defende a implementação dos mais rigorosos protocolos sanitários e os cumpre na sua integralidade. Porém ressalta que ficou absolutamente surpresa com o momento em que a ação da Agência Nacional da Vigilância Sanitária ocorreu, com a partida já tendo sido iniciada, visto que a Anvisa poderia ter exercido sua atividade de forma muito mais adequada nos vários momentos e dias anteriores ao jogo”, afirmou a entidade.

Veja a nota de Rogério Caboclo na íntegra

A interrupção, neste domingo, do jogo entre Brasil e Argentina por violação das regras sanitárias e migratórias é uma demonstração do desgoverno que tomou conta da CBF após meu injusto afastamento.

O próprio órgão que me afastou sumariamente, sem direito a defesa, já concluiu que não cometi a conduta de assédio.

Na minha gestão, conseguimos voltar com o futebol observando todos os procedimentos preventivos contra a COVID-19. Assim, o retorno das competições aconteceu sem problemas, como ocorre também na Europa e com outros esportes.

O caso de hoje deveria ter sido resolvido pela CBF antes do jogo, evitando envergonhar o país e prejudicar as delegações, os patrocinadores e, sobretudo, o torcedor.

A CBF precisa de gestão. O grupo que tomou a entidade de assalto, armando meu afastamento, está interessado apenas em retomar o modelo de corrupção que acabou depois que eu cheguei. O episódio de hoje deixa evidente a necessidade do meu retorno ao comando da CBF para cumprir o mandato para o qual fui eleito com 96% dos votos.

Fonte: Esportes R7

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