Show em tributo a Amado e Caymmi anima público no Campo Grande

O show ‘Amado Caymmi’, em homenagem aos ilustres baianos Jorge Amado e Dorival Caymmi, fez o público que tinha ido ao Largo do Campo Grande nesta terça-feira (4) à noite mexer o esqueleto — até mais do que os 20,6 ºC registrados em Salvador durante a madrugada. Separadas e ao fim juntas, as cantoras Alice Caymmi, Márcia Short, Wil Carvalho e Elane Fernandes levaram ao palco sucessos memoráveis compostos por Dorival, como ‘Modinha para Gabriela’, ‘Saudade da Bahia’ e ‘Samba da minha terra’. Gratuito, o evento fez parte das celebrações do bicentenário da Independência do Brasil na Bahia organizadas pela prefeitura, por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Empresa Salvador Turismo (Saltur) e Secretaria de Cultura e Turismo (Secult). A ocasião reuniu dezenas de pessoas — a maior parte delas, mais velhas — saudosas de Amado e Caymmi e que fizeram questão de prestigiar o legado dos dois artistas. Curiosa, a professora Silvana Santos, de 51 anos, saiu diretamente do trabalho, no bairro de Fazenda Grande do Retiro, para conhecer a voz da neta do cantor e compositor baiano, Alice Caymmi. “Eu queria saber se ela honraria a competência musical da família”, brincou Silvana, que acabou aprovando o show: “Se a coisa continuar desse jeito, acredito que teremos um futuro maravilhoso pela frente”. De cima do palco, Alice agradeceu a oportunidade. “Muito bom estar aqui. Eu me sinto muito honrada”, disse a cantora. Turista do Rio de Janeiro, o animador cultural e músico percussionista Dudu Reis, 54, caiu na dança com os amigos. “Eu tô maravilhado. Eu vim aqui porque Dorival Caymmi e Jorge Amado, pra gente, são referências”, contou. “Só tenho a agradecer os 200 anos da Independência do Brasil, que começa aqui. O povo tem que olhar pra cá, pois é onde nossa ancestralidade está”, acrescentou, emocionado, Dudu, em alusão ao Dois de Julho. Programação Na quarta-feira (5), o Teatro Gregório de Mattos (TGM) recebe, a partir das 13h, a IV Jornada do Patrimônio Cultural de Salvador – 200 Anos de Independência. Mais tarde, a partir das 18h, acontece a tradicional Volta da Cabocla, com o retorno dos carros dos caboclos do Campo Grande para o Pavilhão da Lapinha, com a participação da Orquestra do Maestro Reginaldo de Xangô. Às 19h, a banda Ifá e convidados das Nações Congo Angola se apresentam no Palco Lapinha. Ainda na grade de programação especial da celebração do bicentenário da maior festa cívica da Bahia, acontece a Festa de Labatut, no final de linha de Pirajá, na quinta (6) e na sexta-feira (7). Na quinta-feira, no mesmo local, ocorre a Cruzada Evangélica, a partir das 18h. Já entre a sexta (7) e o domingo (9), a partir das 19h, o bairro recebe apresentações artísticas e eventos musicais. O Bando de Teatro Olodum vai fazer uma série de apresentações do espetáculo “A Resistência Cabocla”, com a participação de convidados, no Subúrbio 360, em Coutos. A primeira acontece na sexta-feira (7), às 19h, para o público geral, e depois entre os dias 10 a 14 de julho, às 10h e às 14h, dentro do projeto especial ‘Bicentenário nas Escolas’, para alunos da rede municipal de ensino. Está prevista para o dia 25 a entrega do Monumento em Homenagem a Maria Felipa, na Praça Visconde de Cairu, no Comércio, e também o Memorial da Independência, na Lapinha, em data a ser divulgada em breve. O projeto Bahia livre: 200 anos de independência é uma realização do jornal Correio com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador.
Fonte: Correio




