Esporte

Rogério Ceni repete erro do Cruzeiro. Leva insegurança ao São Paulo, com reformulação, na reta final do Brasileiro

Pablo, contratação mais cara da história do São Paulo. Fracassou. E não ficará em 2022
Rubens Chiri/Sao Paulo

São Paulo, Brasil

“Rogério Ceni chegou no Cruzeiro dando porrada em todo mundo na primeira reunião. Ele chamou nove jogadores do time… Edílson, Fábio, Dedé, Egídio, e veio perguntando a idade. Falou que o time era muito velho para o jeito que ele queria jogar. Mas sendo que éramos bicampeões do Mineiro e Copa do Brasil. Calma aí, né? Chega devagar, respeitando.”

“Um dos maiores erros do Rogério foi achar que por idade os jogadores não renderiam como ele queria. Não é assim dessa maneira, deixando claro que vai trocar todo mundo, em pleno campeonato. Com o time ameaçado pelo rebaixamento. A tendência é os jogadores ficarem inseguros e a equipe ir pior ainda. O Rogério ajudou muito na queda do Cruzeiro para a Segunda Divisão. Ele mostrou ótimo potencial como técnico, mas errou feio com o grupo.”

As revelações de Thiago Neves e Dedé sobre o trabalho de Rogério Ceni no Cruzeiro, em 2019, onde ficou apenas oito jogos, encaminhando o rebaixamento, tem relação com o que acontece no São Paulo, em 2021.

A notícia que o clube fará uma profunda reformulação no elenco para 2022 surge na fase aguda do Brasileiro. Com a equipe em 14º lugar do Brasileiro. A dez pontos dos times que brigam pela Libertadores. E a sete pontos dos clubes na zona de rebaixamento. Restam oito partidas para definição do que o clube conseguirá.

Depois da vexatória derrota para o Bahia, com o time jogando mal, novamente, há uma sequência de três partidas muito difíceis que podem complicar os últimos jogos no Brasileiro. Derrotas contra o Fortaleza, no Ceará, Flamengo, no Morumbi e Palmeiras, no Allianz podem trazer uma pesada crise para Rogério administrar.

Nessa hora, ele precisaria ter todos os seus jogadores absolutamente concentrados no time. Não no futuro, onde irão trabalhar em 2022.

Benítez, Pablo, Vitor Bueno, Galeano, Eder, Willian, Lucas Perri, Shaylon são nomes que foram divulgados na semana passada. 

Rogério Ceni não desmentiu publicamente, deixando claro que os jornalistas podem estar certos. Ao contrário, o treinador fez questão ir e ser fotografado observando treinos da equipe da base. Ele já está trabalhando na busca de reforços entre os garotos do CT de Cotia para o time de 2022.

Outra vez, o treinador não está sabendo lidar com algo fundamental em uma equipe de futebol: a reformulação. Não há algo mais preocupante para um trabalhados saber se terá emprego no próximo ano ou não. A situação atinge também os jogadores de futebol.

A postura do São Paulo contra o Bahia, adversário com elenco inferior, foi preocupante. Time tenso, inseguro, com medo de errar. Talvez com jogadores tentando mostrar a Ceni que merecem ficar no clube na próxima temporada. 

O resultado foi uma vitória tranquila do Bahia.

Desde que voltou ao Morumbi, no lugar de Hernán Crespo, Rogério tem duas vitórias, duas derrotas e um empate. Campanha fraca, com o time instável, sem padrão tático.

O time segue com o pior ataque entre todos as 20 equipes do Brasileiro, com apenas 23 gols em 30 partidas.

E, agora, há o lado psicológico.

A incerteza de quem seguirá no clube. A insegurança de qualquer reformulação se espalha no ambiente de trabalho. 

Ceni pode enfrentar algo parecido com o que viveu no Cruzeiro.

Mas terá de lidar de maneira muito mais diplomática.

O futuro do São Paulo no Brasileiro está ameaçado.

Não se admite reformulação de elenco na reta final de qualquer torneio.

A lição é básica.

Qualquer dúvida é só Ceni se lembrar dos oito jogos no Cruzeiro…

Fonte: Esportes R7

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