Esporte

Mundial usa tecnologia que aponta impedimento automaticamente

Presidente do Comitê de Arbitragem da FIFA, o ex-árbitro italiano Pierluigi Collina
Divulgação/FIFA

A tecnologia já não é mais novidade no futebol. Seja nos tecidos inteligentes dos uniformes ou no VAR (árbitro de vídeo), novos componentes são incorporados a cada temporada ou torneio que tem início.

No Mundial de Clubes, não foi diferente. Apesar de já ter sido testada na Copa Árabe em novembro do ano passado, a tecnologia semiautomática de impedimento (SAOT, na sigla inglesa) foi a grande novidade da FIFA durante a disputa nos Emirados Árabes.

O recurso, chamado de “rastreamento de membros”, funciona graças a um sistema de câmeras instaladas no teto dos estádios que capturam o movimento dos atletas e da bola em diferentes ângulos.

Esse mapeamento permite criar, em tempo real, representações visuais tridimensionais (o chamado 3D) do lance. Com isso, o sistema avisa automaticamente a equipe de arbitragem quando um jogador está em posição irregular. Essas animações em 3D são exibidas no telão do estádio e na transmissão de TV, dando aos espectadores mais informações sobre as decisões de impedimento.

A expectativa é que essa tecnologia diminua o tempo das tomadas de decisões do árbitro em campo. Aprovada no Mundial de Clubes, a ideia é que ela também seja utilizada na Copa do Mundo, que acontece em novembro, no Catar.

Presidente do Comitê de Arbitragem da FIFA, o ex-árbitro italiano Pierluigi Collina realizou uma demonstração da tecnologia no Estádio Mohammed Bin Zayed na última quarta-feira (9).

Câmeras no teto dos estádios capturam o movimento dos atletas e da bola

Câmeras no teto dos estádios capturam o movimento dos atletas e da bola
Divulgação/FIFA

“Continuamos testando para tentar atingir o objetivo: ter decisões mais precisas e também decisões mais rápidas em casos de impedimento”, disse Collina. “Alguém chamou isso de impedimento robô; não é. Os árbitros e os árbitros assistentes ainda são responsáveis pela decisão no campo de jogo. A tecnologia só lhes dá um suporte valioso para tomar decisões mais precisas e rápidas, principalmente quando o incidente de impedimento é muito apertado e muito difícil”, completou.

“Estamos rastreando os braços e as pernas e sabemos exatamente onde todos esses jogadores estão a cada momento do jogo”, explicou o chefe de tecnologia de futebol da FIFA, Sebastian Runge.

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De acordo com a FIFA, o SAOT é apenas uma extensão do VAR, que já é utilizado em 47 países em todo o mundo e em mais de cem competições, incluindo todas as organizadas pela entidade máxima do futebol.

A novidade, claro, estará disponível na final do Mundial de Clubes deste sábado (12), quando o Palmeiras, campeão da Libertadores, encara o Chelsea, que conquistou a Champions League. A bola rola a partir das 13h30 (de Brasília).

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Fonte: Esportes R7

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