MPF-SP investiga atuação irregular do CFM em tratamento precoce

Reprodução/ Google Maps
O MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo abriu um inquérito civil para apurar a conduta do CFM (Conselho Federal de Medicina) diante do chamado tratamento precoce contra a Covid-19, com o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença. Ao justificar as investigações, a procuradora Ana Leticia Absy registrou que há “indicativos de uma atuação possivelmente irregular” do órgão.
O inquérito é derivado de um procedimento que tramita desde o ano passado na Procuradoria, instaurado com base em representação que questionava o fato de o CFM não se posicionar contra o chamado tratamento precoce. A portaria de conversão do procedimento em inquérito civil foi publicada na terça-feira (5).
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De acordo com a Procuradoria, a documentação vai ser analisada “com o intuito de verificar se é o caso de expedir recomendação ou ajuizar ação civil pública em face do órgão”. “Para a completa elucidação dos fatos sob apuração, há ainda necessidade de prática de algumas diligências, de maneira que o feito em tela deve ser convertido em Inquérito Civil Público”, registra a portaria de abertura da investigação.
Defesa
A reportagem entrou em contato, por e-mail, com a assessoria de imprensa do Conselho Federal de Medicina e não havia recebido resposta até a publicação desta matéria. O espaço está aberto para manifestações.
Fonte: Saúde R7




