Mel Lisboa e Seu Jorge estão de volta à audiossérie Paciente 63

Na primeira temporada da audiossérie Paciente 63, Pedro Roiter, personagem interpretado por Seu Jorge, viajava do ano 2062 para 2022. Ali, ele tinha que convencer a psiquiatra Elisa (Mel Lisboa) que o futuro da humanidade estava ameaçado e que ela poderia ser a salvadora. Segundo Pedro, a humanidade será extinta por causa de um vírus ameaçador, o Pégaso, muito mais perigoso que o coronavírus.
Agora, na segunda temporada, que estreia hoje no Spotify, as coisas se invertem: é Elisa que faz uma viagem até 2012 e vai procurar uma resposta: o fim do mundo em 2062 é mesmo inevitável? A série é uma produção original do Spotify e pode ser ouvida na íntegra também por quem não é usuário pagante. Os dez novos episódios já estão disponíveis.
A série, que tem uma visão distópica do futuro, é de autoria do chileno Julio Rojas, que faz uma série de questionamentos éticos e nos faz perguntar: até onde podemos ir para salvar a humanidade? Podemos sacrificar uma pessoa para salvar bilhões de vidas?
Para Mel Lisboa, a nova leva de episódios aprofunda a história e revela novas camadas dos personagens.
“O ouvinte vai descobrir um entrelaçamento das personagens, inclusive algumas que eram apenas citadas na primeira temporada. As pontas estavam meio ‘soltas’, mas agora Rojas junta essas pontas e você diz: uau!”, anima-se a atriz.
A intérprete de Elisa – personagem que, na segunda temporada, usa seu segundo nome, Beatriz – acrescenta que desta vez, há uma alternância entre passado, presente e futuro. “Esse trânsito acontece mais nesta segunda, porque a primeira, bem ou mal, era só sobre o futuro, já que foi lançada em 2021 e se passava em 2022, um futuro próximo. Além disso, falava de um futuro distante, que era 2062. Agora, ela vai a 2012, que todos nós vivemos”.
Para Seu Jorge, Paciente 63 traz uma mensagem de esperança para os ouvintes: “Pedro Roiter chega para dizer que ainda dá tempo: se organizar direitinho, todo mundo se beija. E eu fico com isso!”, diverte-se o ator e cantor. “Fico com a esperança de que podemos dar um rumo diferente para a humanidade. Seria muito difícil se aparecessem constatações reais de que os problemas que estamos tendo no mundo são irreversíveis”.
Mel Lisboa admite que a série lhe causou uma certa aflição e a fez pensar sobre o fim do mundo:
“Na primeira temporada, Pedro aborda isso. E acho que todos já pensamos sobre o fim da humanidade, o fim do mundo. A série dá aflição, trata de assuntos como a pandemia, mas vai além disso: nos faz pensar sobre como o comportamento individual impacta na coletividade”.
Ainda assim, a atriz mantém esperança, como Seu Jorge: “Nós podemos mudar o destino apocalíptico, por mais angustiante que seja pensar sobre isso. No fundo, a série traz uma mensagem de amor e de esperança”.
Acostumados a atuarem para as câmeras, Seu Jorge e Mel Lisboa reconhecem os desafios que uma série em áudio traz para a atuação: “É uma linguagem nova, é bacana para o ator, nos deixa ‘espertos’, porque só tem a ferramenta da voz. Você pode usar a respiração, as reações enquanto o colega contracena com você…”.
O ator chama a atenção para outra dificuldade, que é a sensibilidade do microfone no estúdio. “Não se pode usar, por exemplo, uma jaqueta de napa, porque faz barulho. Tem que evitar coisas no bolso, tirar relógio se a pulseira for de metal…”
Mel Lisboa destaca que é um trabalho muito técnico: “Uso técnica vocal também no teatro e na TV, mas nesta série precisamos de técnica vocal para passar o que a gente precisa, pra conseguir as intenções adequadas. Quando aprende, é uma técnica que vai levar para nossa carreira como ator e ajuda muito”.
Fonte: Correio

