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Elas são de excelência: mulheres tornam a pesquisa em saúde na Ufba referência

“Eu sou de uma geração que sempre acompanhou e sempre foi acompanhada por mulheres. Minhas orientadoras sempre foram mulheres, mas não quer dizer que essas mulheres também não foram vítimas de machismo dentro da própria universidade”. 

Esse relato é da professora Joilda Nery, biomédica e doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Aos 34 anos, ela é uma das mais jovens docentes e pesquisadoras do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) – que, por sua vez, é um dos espaços de excelência da instituição. 

O ISC é, hoje, a unidade que tem o único programa de pós-graduação – ou seja, o mestrado e o doutorado – de toda a Ufba com nota 7 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O conceito 7, o mais alto da escala, significa que os cursos oferecidos têm padrão de excelência internacional. 

O programa é um dos três únicos no Brasil a ter nota máxima na área. Além da Ufba, só a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) pontuam parecido. Mas, no caso da professora Joilda, a própria trajetória diz muito não apenas sobre o instituto em que é lotada, como sobre a própria contribuição das mulheres para o desenvolvimento da pesquisa em saúde na Ufba. 

Nem todo mundo sabe, mas a primeira mulher a se formar em um curso de Medicina no Brasil saiu da Ufba – era Rita Lobato Freitas, que se formou em 1887. A Escola de Enfermagem da instituição também já foi, um dia, chamada em homenagem à primeira enfermeira do país – Anna Nery, baiana de Cachoeira. 

Mas as pioneiras no ofício foram mais do que referências: elas traçaram o caminho para que, hoje, outras mulheres sejam reconhecidas no Brasil e no mundo como alguns dos grandes nomes da pesquisa em saúde na Ufba. Da epidemiologia à imunologia, passando pelos estudos sobre a rede hospitalar e o Sistema Único de Saúde (SUS), a ciência desenvolvida por mulheres na instituição tem se tornado referência para a área. 

Só no ISC, de 53 professores, 39 são mulheres – ou seja, 73,5%.

“Realmente, nós temos um conjunto de mulheres extremamente produtivas, inclusive bolsistas de produtividade do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). São pessoas com trajetória na pesquisa, no ensino, na cooperação técnica”, enumera a professora Isabela Cardoso, diretora do instituto desde 2013. 

Para ela, é possível identificar três gerações de pesquisadoras convivendo e trabalhando diariamente ali. A primeira é das que participaram da fundação do ISC – é o caso da epidemiologista Glória Teixeira (veja abaixo), que esteve à frente da criação da unidade, em em 1995, ao lado de nomes como os professores Jairnilson Paim e Maurício Barreto. Esses últimos, inclusive, fazem parte da lista de pesquisadores 1A do CNPq e tiveram suas histórias contadas pelo CORREIO em junho, no especial Cérebros da Ufba

A diretora do ISC, Isabela Cardoso (primeira à direita), acredita que há três gerações no instituto; a primeira formada por pesquisadoras como Glória Teixeira e Jairnilson Paim (segundo à direita) (Foto: Divulgação/ISC)

“Essa geração fundadora foi responsável pela segunda geração, da qual, inclusive, eu faço parte”, diz Isabela. “Nós fazemos a ponte com a terceira geração, que são os docentes mais recentes e que já chegam atuando em diversas frentes. Um dos exemplos dessas pesquisadoras é a professora Joilda”, completa. 

Medicina preventiva
Apesar dessa divisão informal, a epidemiologista Glória Teixeira não chegou ao ISC da mesma forma que os outros pesquisadores que se tornaram fundadores do instituto. Enquanto a maioria deles vinha do antigo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina, ela vinha do Ministério da Saúde. 

Não que a medicina preventiva não a atraísse – pelo contrário. Desde a faculdade, ainda na década de 1970, tinha desenvolvido interesse pelo tema. Como aluna, via o professor Sebastião Loureiro, hoje professor emérito, falar sobre a necessidade de um programa nacional de imunização. 

“O perfil da população brasileira, naquela época, era de muitas doenças infecciosas. A mortalidade infantil era muito alta”, lembra a professora Glória. 

Ela chegou a fazer o mestrado com uma dissertação sobre a doença de Chagas, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mas queria mesmo trabalhar na área de prevenção. Por isso, acabou ficando um tempo na Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), na área de vigilância. Pouco depois, foi chamada para coordenar a vigilância no Ministério da Saúde, onde ficou de 1990 a 1995. Uma de suas funções era justamente construir o início do sistema de vigilância à saúde, nos primórdios do Sistema Único de Saúde (SUS). 

No entanto, os filhos queriam voltar para Salvador. Assim, ela retornou ao ISC, onde fez o doutorado e mergulhou de vez na pesquisa sobre doenças infecciosas e parasitárias. Na época, seu orientador foi o professor Maurício Barreto. “Na ciência, eu progredi muito por conta dessa instituição que produz muito conhecimento”, ressalta. 

Preocupada com o avanço da dengue no país, logo percebeu que ou eliminava-se a infestação por completo ou a doença continuaria crescendo. Então, além de trabalhar como cientista, participava de comitês técnicos do ministério para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti – além da dengue, a chikungunya, a zika e, em áreas urbanas, a febre amarela. Nunca deixou de publicar em revistas científicas – fossem nacionais ou internacionais. 

Quando os primeiros casos de covid-19 começaram a ser registrados no Brasil, não teve como ela ficar de longe.

Professora do ISC, a pesquisadora Glória Teixeira é, hoje, uma das coordenadoras da Rede Covida (Foto: Acervo pessoal)

“Não tinha como quem tem experiência em saúde pública ficar sem participar”, diz, referindo-se às ações de enfrentamento ao novo coronavírus. 

Logo, ela se tornou uma das coordenadoras da Rede Covida – a rede formada por pesquisadores da Ufba e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), fundada pelo professor Maurício Barreto. De lá para cá, a professora Glória e outros tantos cientistas têm feito um trabalho diário com os estudos sobre a doença. 

Com a Rede Covida, ela defende que é preciso fazer uma vigilância epidemiológica universal junto à atenção primária à saúde. E isso, portanto, deve ser uma diretriz do SUS – ou seja, não pode ser algo restrito a uma experiência do município A ou B. Só assim, acredita a professora, deve ser possível evitar novos casos. 

Mas ela sabe do caminho que trilhou até chegar aqui. Na época em que ingressou, acredita que o corpo docente era “meio a meio” – a proporção entre homens e mulheres era praticamente a mesma. Hoje, a balança foi invertida – pende mais para o delas. 

“Na pesquisa, com todas as dificuldades, com as mulheres tendo menos oportunidades, elas estão crescendo. Se no século 20, Marie Curie era uma exceção, a gente vê onde muitas mulheres estão agora. Algumas sofrem preconceitos, outras não. Mas estão todas abrindo caminho para contribuir com sua inteligência e sensibilidade próprias. No nosso caso da epidemiologia, sempre na direção de melhorar as condições de vida das pessoas”, analisa. 

Número maior
Se hoje mulheres já são maioria na saúde coletiva, o futuro também não deve ser muito diferente disso. As pesquisadoras em formação também são maioria no programa com a maior nota da Ufba. No doutorado, de 138 estudantes, 93 são mulheres – um percentual de 67,5%. No mestrado acadêmico, os números são ainda mais impressionantes: 68 mulheres contra oito homens matriculados, numa proporção de 89,5% de presença feminina. 

Até na graduação em Saúde Coletiva, há predominância delas: dos 195 alunos matriculados, 131 são mulheres. Por isso, para a diretora, Isabela Cardoso, foi natural que elas ocupassem os espaços de produção do instituto. 

A professora Isabela e uma turma de residentes do ISC: mulheres são maioria entre estudantes e docentes (Foto: Divulgação/ISC)

“Temos que pensar que nosso maior patrimônio são as pessoas: docentes, pesquisadores, técnicos, as pessoas que compõem a nossa comunidade, explica Isabela. 

Nesse contexto, é seguro afirmar que as mulheres participaram ativamente da decisão de estruturar o ISC de uma forma diferente do resto da Ufba. O instituto é o único que é dividido em programas – ou seja, unidades de produção que reúnem docentes, pesquisadores e estudantes em torno de linhas temáticas, a exemplo de gênero, vigilância sanitária e saúde do trabalhador. 

O desenho foi formado a partir das próprias linhas de pesquisa desenvolvidas ali. A ideia é que todas as decisões sejam tomadas em conjunto, sem divisões entre os professores. Assim, as reuniões são ampliadas e todos participam. 

 De 12 posições da administração, elas ocupam dez, além da direção.

“As mulheres do ISC estão dentro desse tripé de ensino, pesquisa e extensão. Se você olhar publicações e projetos desenvolvidos por essas pesquisadoras, vai ver todo o movimento do elenco. Com a pandemia, por exemplo, muitas fazem parte da Rede Covida. Nós tivemos que entrar na análise dessa pandemia de uma forma muito intensa”, explica a diretora Isabela Cardoso. 

A própria professora Isabela desenvolve um projeto sobre a covid-19. Ela coordena uma iniciativa que pretende analisar as estratégias de vigilância em saúde na pandemia em diferentes níveis de atenção. No projeto, composto por sete subprojetos e com a participação de cerca de 70 cientistas, estão previstas pesquisas sobre temas como a reorganização da atenção primária e da assistência hospitalar. O projeto concorreu, com outros dois mil, a um edital do CNPq sobre o tema e foi um dos 90 selecionados no país. 

Pesquisadoras negras
No ISC há dois anos como professora, a pesquisadora Joilda Nery fez toda sua pós-graduação lá. Nascida em Ilhéus, tinha cursado Biomedicina na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), onde se formou em 2006. Mas, desde que veio fazer um estágio no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e na Fiocruz, sentia que devia continuar em Salvador. 

“Eu vim para cá também por dois motivos: por entender que a cidade lá já estava muito pequena para minhas pretensões profissionais e também por ser uma mulher negra. Eu escolhi o lugar que eu teria uma sensação de pertencimento. É diferente ser negro em Salvador e ser negro no interior”, diz ela, citando a rede de amigos aqui, a influência do Ilê Aiyê e o marido, com quem é casada há 14 anos. 

Uma das formas de se manter foi justamente entrando no mestrado, em uma época em que a oferta de bolsas para estudantes de graduação era maior do que hoje. “Iniciei minha trajetória aqui trabalhando com tuberculose em laboratório. Na época, trabalhava com biologia molecular e isso foi importante porque eu estava qualificando meu currículo com instituições de peso”, lembra. 

No doutorado, estudou tuberculose e hanseníase. Queria entender como essas doenças infecciosas se relacionavam com a pobreza e como políticas intersetoriais – como programas de saúde na atenção básica e o próprio Bolsa Família – poderiam contribuir para evitá-las. De lá para cá, ela saiu de vez do laboratório e foi estudar os determinantes sociais e a epidemiologia social. 

Um dos projetos da professora Joilda Nery é com a população em situação de rua (Foto: Acervo pessoal)

“Eu tive todo apoio logístico e financeiro de bolsa, por isso é importante que as bolsas existam. Hoje, eu sou um fruto do investimento que foi feito em mim dez anos atrás. Sou uma máquina de trabalho para o ISC e para a Ufba pelo que foi investido em mim”, reitera. 

Depois de um pós-doutorado na Fiocruz e de ter sido aprovada no concurso para professora na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), para dar aulas no curso de Medicina, no campus de Paulo Afonso, acabou conseguindo uma transferência para a Ufba em 2018 – para o mesmo ISC onde tinha estudado. 

“Meus colegas foram meus professores e, agora, tenho espaço para dar minha contribuição de igual para igual”, diz. 

Já como professora, ela voltou decidida a trabalhar com saúde da população negra e abordar questões étnico-raciais que, até então, não apareciam muito em seus trabalhos. Mas, ao mesmo tempo, era impossível ignorar que as pessoas mais pobres – em sua maioria, negras – eram as mais acometidas pelas doenças que estudava. 

Foi assim que nasceu o projeto Nós nas Ruas, que já distribuiu mais de oito mil kits de higiene para pessoas em situação de rua em Salvador nos últimos cinco meses. 

“Apesar de não ter um caráter de pesquisa, o projeto nasceu de uma inquietação minha. Eu sou sanistarista e a OMS (Organização Mundial da Saúde) manda todo mundo ficar em casa, mas, e as pessoas que não têm casa vão fazer como? É para morrer lá fora, sem nem ter a oportunidade de praticar o autocuidado? Morre e a gente sanitarista não faz nada?”, questiona. 

O projeto conseguiu arrecadar doações de material, mas ela explica que não se trata de assistencialismo. Não é apenas entregar os kits. Ao chegar no local, tanto ela quanto outros pesquisadores devem promover a educação em saúde, conversando com aquelas pessoas e explicando a situação. “É a mesma educação em saúde que eu faria com meus estudantes”, reforça. 

Por ações como o Nós nas Ruas, a professora Joilda se considera uma ‘pesquisadora militante’ (Foto: Acervo pessoal)

Por essas e outras atitudes, a professora Joilda se considera uma “pesquisadora militante”. É um tipo de postura que, para ela, é comum entre as pesquisadoras mulheres negras, e, ao mesmo tempo, significa entender que não basta escrever artigos sem realmente entender o fenômeno ou ver as pessoas. 

Mesmo dentro de uma geração de mulheres, ela ainda se vê diante de um cenário de poucas pesquisadoras negras na saúde. “A gente fica naquele lugar de referência. Se tem uma referência, é porque são poucas. Por um ano e pouco, eu me senti sozinha enquanto pesquisadora de pele preta no instituto e, com isso, você acaba se cobrando mais. É muito cruel. Com o tempo, tive que entrar num processo de autocuidado para entender que eu posso estar nesse lugar por mérito”, afirma. 

Infectologia pediátrica
Mas o legado dessas pesquisadoras está longe de ficar restrito apenas ao ISC. Elas estão espalhadas por outras unidades da Ufba, como a própria Faculdade de Medicina. Esse é o caso da infectologista pediátrica Cristiana Carvalho, que é professora titular do curso de Medicina e pesquisadora 1C do CNPq.

Desde 1997, ela é uma das autoridades em pesquisa sobre pneumonias na infância. Na época a professora Cristiana percebeu que a doença tinha muita influência em casos de óbito e de internação infantil. 

“Resolvi trabalhar com isso e enveredei por esse caminho. Hoje, tenho mais de 130 trabalhos publicados em revistas internacionais”, conta ela, que também é revisora de importantes periódicos, como o Lancet e o Frontiers in Pediatrics. 

Filha de um pediatra e de uma professora de inglês, ela acabou, de certa forma, unindo as profissões dos pais. O gosto pela pesquisa veio cedo – logo que, no terceiro ano da graduação, percebeu o quanto gostava de fazer perguntas e ir além do que encontrava nos livros. Acabou sendo bolsista de iniciação científica na faculdade e não parou mais. 

Na residência, na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), essa preferência ficou ainda mais clara: sempre muito resolutiva, ela gostava de ver questões sendo resolvidas. “Meu pai me ensinou que obstáculos aparecem para serem transpostos. E na infectologia propriamente dita, você tem uma série de situações em que se existe a possibilidade de intervir a favor da boa evolução”, explica. 

Um de seus estudos sobre a penicilina é até hoje considerado um divisor de águas na Medicina. Utilizada para tratar pneumonias desde a década de 1940, a penicilina passou a ser questionada nos anos de 1990. Havia relatos bacteriológicos de que ela não seria mais tão eficiente porque a bactéria conhecida informalmente como pneumococo teria se tornando resistente. 

Esses resultados tinham sido encontrados em laboratórios, que analisaram cepas isoladas da bactéria.

Pesquisadora do CNPq, a professora Cristiana é revisora de periódicos internacionais como Lancet (Foto: Acervo pessoal)

“Houve também um aproveitamento, principalmente da indústria farmacêutica, para fazer propaganda de outras opções não tão seguras e não tão eficientes. Tínhamos a informação do laboratório, mas faltava a informação do paciente”, explica a médica. 

E foi justamente em busca dessa informação que ela participou de um projeto multicêntrico da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) que estou casos de cinco cidades brasileiras (Salvador, Recife, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro), além de municípios da Argentina e da República Dominicana. 

No estudo, todas as crianças tiveram o pneumococo isolado no sangue e foram tratadas com penicilina. “Os dados mostraram que os pacientes ainda resistiam aos antibióticos. Esses dados foram tão contundentes que, após a publicação desse trabalho, um órgão dos Estados Unidos fez uma revisão de seus parâmetros e dos pontos de corte da escala para dizer se a cepa era resistente ou não”, lembra a professora Cristiana. 

Desde então, ela ainda tem desenvolvido estudos sobre epidemias como a zika, após os casos no Brasil, em 2015. Uma das pesquisas desenvolvida por ela mostrou que as crianças com microcefalia devido à zika tinham uma alteração comum nos exames: o aumento de proteínas no líquor (fluido que protege o Sistema Nervoso Central). 

“Tenho minha atuação sendo médica, professora e pesquisadora. A medicina só atendendo pacientes me dá a possibilidade de trazer benefício para aquele paciente. É indispensável, mas o raio de alcance é específico. Se eu atuo como professora, estou influenciando outros médicos. Mas se eu trabalho como pesquisadora, passo a influenciar pessoas que sequer conheço”, diz Cristiana. 

Enfermagem e saúde
Com outro dos programas de pós-graduação mais antigos da Ufba, a Escola de Enfermagem também contribui para o legado das pesquisadoras da instituição. Só para dar uma ideia, no programa, que tem avaliação nota 5 da Capes (considerado muito bom), dos 25 docentes permanentes, 21 são mulheres. Dessas, três são bolsistas de produtividade do CNPq. 

Para a professora Larissa Pedreira, coordenadora da pós-graduação em Enfermagem e Saúde, o maior legado da escola é justamente em ter formado pesquisadoras desde a década de 1960 – o programa foi o primeiro da área na Nordeste. 

“Na década de 1960, as professoras da escola foram aos Estados Unidos para capacitação e retornaram já com uma semente e realizaram o 1º Congresso Brasileiro de Enfermagem, que discutiu a pesquisa e formação de pesquisadoras na área”, afirma Larissa. 

Atualmente, o programa tem 75 alunas de mestrado, 75 de doutorado e 10 de pós-doutorado. “Nossa pós-graduação se destaca na formação de professoras para instituições estaduais e federais. E muita de nossas egressas exercem, hoje, cargos de chefia de secretarias de saúde e de setores de enfermagem em hospitais”. 

Mais recentemente, a maioria das professoras da escola está envolvida em um grande trabalho sobre monitoramento de trabalhadores de enfermagem e da população em relação à pandemia da covid-19. De acordo com a professora Larissa, o projeto foi instituído a partir do comitê de enfrentamento da covid-19, que é coordenado por mulheres. 

“Cada professora trabalha dentro de sua linha de pesquisa. Algumas observam a própria proteção dos profissionais de enfermagem, enquanto outras monitoram a população mais vulnerável, por exemplo. Isso uniu várias linhas de pesquisa da pós”, completa a coordenadora.

Fonte: Correio

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