Esporte

Flamengo desafia mídia portuguesa, que chama de ‘circo de Terceiro Mundo’, assédio a técnicos empregados. É o ‘troco’

Marcos Braz não se importa com críticas por assédio a técnicos portugueses. É o ‘troco’
Marcelo Cortes/Flamengo

São Paulo, Brasil

“Eu acho esta vinda dos dirigentes do Flamengo a Portugal um autêntico disparate (absurdo). Um disparate e uma falta de respeito por tudo e todos. Não faz sentido nenhum, com uma competição profissional como a nossa em andamento, que se faça dos portugueses e do futebol português uma coisa assim, do terceiro mundo. Isso é uma coisa de terceiro mundo.

“Com essas declarações de ‘ir tomar um cafezinho’. Isto não é o futebol profissional.

“Estas coisas (negociações), normalmente, entre atores e países de futebol de centro, é uma coisa que pressupõe recato, respeito. Tudo isso que estamos assistindo parece circo. Uma coisa teatral, de cinema. Que faz com uma vontade extraordinária. Chegam aqui e parece que montam um leilão de treinadores portugueses.”

Este comentário do jornalista da CNN Portugal, Rui Santos, mostra o desconforto da imprensa portuguesa com a presença do vice-presidente do Flamengo, Marcos Braz, e de Bruno Spindel, diretor executivo.

Os dois têm feito reuniões, ironicamente chamadas de ‘cafezinhos’ com técnicos portugueses, para escolher quem comandará o Flamengo em 2022.

A preferência é óbvia: tirar Jorge Jesus do Benfica.

Eles já fizeram reunião com Paulo Sousa, técnico da Polônia. A direção do Internacional também gostou da escolha e fez proposta ao treinador. Hoje a dupla conversa com Carlos Carvalhal, do Braga.

Enquanto isso, os contatos com Jorge Jesus são constantes.

Jorge Jesus voltou ao Benfica em 2020. Virou as costas ao contrato vigente com o Flamengo

Jorge Jesus voltou ao Benfica em 2020. Virou as costas ao contrato vigente com o Flamengo
Benfica

Marcos Braz não deixou por menos a crítica ao assédio do Flamengo a treinadores portugueses.

“Meu sonho é levar um técnico que possa ter os mesmos grandes resultados que o Jorge teve. Quero um técnico português com uma equipe robusta e não vale a pena insistir em perguntar pelo Jorge Jesus pois eu não vim aqui para contratá-lo. Mas, se for possível, se houver uma chance, vou tentar e quero contratá-lo também — afirmou Braz.

“O Jorge tem contrato com o Benfica mas isso não é um problema pois, quando ele estava no Flamengo e tinha contrato, o Luís Filipe Vieira (ex-presidente do Benfica) também foi lá. Mas, desde que estou aqui em Lisboa, em nenhum momento estive com o Jorge.

“Provavelmente vou estar, tomar um café com ele pela relação que temos”, disse ao jornal O Jogo.

Ou seja, Marcos Braz deixou claro que está fazendo apenas o mesmo que o Benfica fez.

Tirou Jorge Jesus da Gávea, em julho de 2020, mesmo com contrato até junho de 2021.

E a imprensa portuguesa não chamou de ‘circo do Terceiro Mundo’.

O que valeu para o clube português, vale para o brasileiro…

Fonte: Esportes R7

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