Fiocruz diz que pode doar vacina contra a Covid feita no Brasil à OMS

Myke Sena/MS – Arquivo
A presidente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Nísia Trindade, enviou uma carta ao presidente da AstraZeneca no Brasil, Carlos Sánchez-Luis, afirmando que o instituto está pronto para disponibilizar doses da vacina nacional contra a Covid-19 à própria farmacêutica ou à OMS (Organização Mundial de Saúde).
No documento, Nísia diz que a Fiocruz já alcançou “capacidade de produção superior aos nossos compromissos com o Ministério da Saúde” e que, por isso, quer doar as doses excedentes a iniciativas internacionais de vacinação contra a Covid-19, como o consórcio Covax Facility, conduzido pela OMS.
Para este ano, o Ministério da Saúde contratou 105 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, que é fabricada pela Fiocruz. Desse total, 45 milhões de doses são de imunizantes feitos com IFA (ingrediente farmacêutico ativo) nacional. O primeiro lote de vacinas 100% produzidas no Brasil, com pouco mais de 550 mil doses, foi liberado pelo controle de qualidade interno da Fiocruz em 14 de fevereiro.
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“Neste cenário, gostaríamos de reiterar fortemente nossa intenção de apoiar a resposta global à pandemia através da possibilidade de reforçar o esforço coordenado pela AstraZeneca de distribuição da vacina ou, alternativamente, atuar junto a importantes atores da saúde pública, como a OPAS-OMS”, ressalta Nísia na carta à AstraZeneca.
No documento, a presidente da Fiocruz pede que Carlos Sánchez-Luis dê uma resposta à manifestação, visto que a fundação tem “de viabilizar importante questões industriais e regulatórias para estarmos aptos para esta resposta”.
A carta de Nísia foi entregue em 10 de fevereiro. Até o momento, não houve retorno da AstraZeneca. O R7 entrou em contato com a farmacêutica, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem.
Fonte: Saúde R7




