Bolsonaro diz que governo vai acompanhar apuração de protesto contra morte de congolês

O presidente Jair Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre o assassinato que comoveu o país, do congolês Moïse Kabagambe, morto a pauladas em um quiosque no Rio de Janeiro. O chefe do executivo, entretanto, utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (7), para criticar um protesto contra o assassinato, em uma igreja, em Curitiba.
Ele afirmou que acionará órgãos do governo para monitorar uma investigação do ato que pediu punição aos assassinos.
“Acreditando que tomarão o poder novamente, a esquerda volta a mostrar sua verdadeira face de ódio e desprezo às tradições do nosso povo. Se esses marginais não respeitam a casa de Deus, um local sagrado, e ofendem a fé de milhões de cristãos, a quem irão respeitar? Acionei o Ministério da Justiça e o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos para acompanharem o caso, de modo a garantir que os responsáveis pela invasão respondam por seus atos e que práticas como essa não ganhem proporções maiores em nosso país” afirmou o presidente.
O protesto criticado pelo presidente aconteceu no sábado. Durante o ato, um grupo de manifestantes que se reuniu no Centro Histórico da cidade entrou na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos pedindo justiça. O momento, gravado, repercutiu nas redes sociais.
Nesta segunda-feira (7), a Arquidiocese de Curitiba repudiou o ato e disse que na ação do grupo houve “agressividades e ofensas”, classificando a ação como profanação injuriosa.
Moïse Kabagambe foi morto na noite do último dia 26 em um quiosque na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.
Fonte: Correio

