Xauim homenageia artistas negros em clipe com Jorjão Bafafé

As raízes histórias do cantor e compositor Xauim são exaltadas na música ‘Meu Caminho’, que ganha videoclipe com participação de Jorjão Bafafé nesta sexta-feira (24), no YouTube. Ao lado desse que é um dos fundadores do Afoxé Badauê, ao lado de Moa do Katendê, Xauim reverencia os mestres da percussão afro-brasileira que marcaram seu próprio caminho.

As referências, ao lado da rebeldia de adolescente, da maturidade adulta e “da fluidez das águas do amor” fazem parte dessa trajetória registrada no álbum ‘Flutuântico’, lançado em junho. Com roteiro e direção audiovisual do próprio Xauim, o clipe da música Meu Caminho exalta a percussão de Jorjão com belas cenas em tons de azul e câmeras lentas que destacam os detalhes de cada movimento.

“Esse trabalho tem muito de uma maturação pessoal minha, da minha relação com a existência mesmo. O que atravessa essa existência? Nossas raízes familiares, nossas raízes históricas”, explica o artista. O trabalho que tem produção musical e teclados de AquaHertz traz embutido, ainda, “um desejo de se colocar como um ponto de vista anticolonial a partir do diálogo com os que chegaram antes”.

“Pra mim é tão vital esse diálogo, vejo essa linha tão clara… Meu trabalho só é feito porque essas outras pessoas, esses mestres e mestras, fizeram outras coisas antes. Esse diálogo vai estar sempre acontecendo. Não tem como não conversar com quem eu reverencio, com quem me norteou”, defende Xauim, nome artístico do fotógrafo e videomaker Matheus L8, 30 anos.

Entre os artistas de vanguarda lembrados por ele, estão o rapper Sabotage, os cantores Elza Soares e Gilberto Gil e o multiartista Carlinhos Brown, além do homenageado Afoxé Badauê. “Onde Jorjão pisa, onde ele bota a voz, as ideias, o som, é um negócio contagiante”, elogia Xauim, sobre o convidado do clipe. “Fazendo uma retrospectiva, você vê o quanto esse homem é fundamental, um pilar da música baiana”, enaltece.

Jorjão retribui a oportunidade de revisitar sua própria história e diz que foi uma surpresa fazer parte desse projeto. “É muito importante ter essa vivência com Xauim, que é um cara com letras inteligentes. Sou muito grato. Mexeu com minhas emoções, porque o Badauê é minha história, onde comecei”, lembra.
 

Fonte: Correio

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