SP anuncia 2ª dose para gestantes que tomaram AstraZeneca

Em todo o estado são cerca de 9 mil mulheres
Pixabay/Reprodução

O Governo de São Paulo liberou que os municípios do estado apliquem a 2ª dose em gestantes e puérperas que tenham tomado a 1ª dose da vacina Astrazeneca. O anúncio foi feito pelo vice-governador do estado, Rodrigo Garcia (DEM), durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (21).

A vacinação deste grupo começa na próxima sexta-feira (23). E, apesar de terem tomado o imunizante da Astrazeneca, as grávidas e puerpéras estão liberadas apenas para tomar a 2ª dose da vacina Pfizer.  Em todo o estado são cerca de 9 mil mulheres que devem procurar as UBSS (Unidades Báscias de Saúde) de seus municípios.

Atualmente, a orientação do Ministério da Saúde é que mulheres grávidas e puérperas sejam imunizadas apenas com Pfizer ou CoronaVac. No entanto, mesmo que a combinação de vacinas ainda não seja reconhecida pelo ministério, o governo de São Paulo defende a apliação da segunda dose de outro imunizante baseado em estudos.

“Existem estudos com o uso da AstraZeneca e a 2ª dose da Pzifer e não havia aumento ou efeito adverso importante. […] Nesse momento, a mortalidade por covid é muito maior do que qualquer outra doença. Deixar essas mulheres desprotegidas por 10 meses é uma incoerência muito grande”, pontuou Rossana Pulcineli, presidente da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo).

Ainda segundo o governo a segunda dose tem sido uma demanda das próprias gestantes. “É importante levar em consideração que começamos a ter a variante Delta. Uma dose só da vacina não protege contra a variante Delta. Todos os médicos devem se envolver na discussão sobre a segurança das gestantes”, finalizou.

Vacinação de grávidas no país

Quase 50 mil grávidas e puérperas receberam a vacina AstraZeneca contra a covid-19 no país, de acordo com o LocalizaSUS, plataforma do Ministério da Saúde que centraliza informações dos fármacos aplicados em todos os munícipios brasileiros.

Mesmo com a recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no dia 10 de maio, e orientação do Ministério da Saúde, no dia 11, de não vacinar com o imunizante grávidas e puérperas, que são mulheres que tiveram filhos há até 60 dias, as doses seguiram sendo aplicadas no Brasil.

Fonte: Saúde R7

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