PM e empresários são presos por morte de agricultor que denunciou grileiros da Faroeste

Cinco suspeitos de executar o empresário e agricultor Paulo Antonio Ribas Grendene, em junho deste ano, foram presos na manhã desta quarta-feira (21), na Operação Bandeirantes, realizada nos municípios de Barreiras, Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia. A operação foi deflagrada pelo Departamento de Polícia do Interior (Depin). Dentre os presos, estão policiais militares e empresários.

Grendene havia denunciado investigados na Operação Faroeste, que apura o envolvimento de membros do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) num suposto esquema de venda de sentenças, formação de quadrilha, grilagens de terra na região oeste. Paulo foi morto no dia 11 de junho no bairro de Bandeirante. Na ocasião, ele foi atingido por tiros de espingarda calibre 12 mm e pistola 9 mm.  

(Foto: Reprodução)

De acordo com a Delegacia Territorial (DT) de Barreiras, que investiga o homicídio, “a vítima conduzia o veículo, quando foi atingida por disparos de arma de fogo. Os autores estavam em outro carro de cor branca”. Paulo Antonio estava dentro de seu carro, um Renault Sandero Stepway, que ficou todo perfurado de balas. O agricultor era paranaense de Nova Londrina.

Durante a operação realizada nessa quarta-feira (21), armas, munições, celulares, computadores e documentos também foram apreendidos para identificação de possíveis provas. “A operação está sendo bastante positiva. Já cumprimos até o momento cinco dos seis mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão”, disse a diretora do Depin, delegada Rogéria Araújo. 

Participam da operação policiais da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP), Corregedoria Geral da SSP (Coger-SSP), Assessoria Executiva de Operações de Polícia Judiciária (AEXPJ), Coordenação de Operações Especiais (COE), Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Departamento de Inteligência Policial (DIP) e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do Ministério Público Estadual.  

Fonte: Correio

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo